Mudar… por Cris Loureiro

Alô, alô! Sou a Cris e hoje regresso ao Cantinho da Tily. Se quiserem ver o que a Matilde tem a dizer sobre Londres deem um pulinho ao meu blog, ela está por lá.

A forma como cada um encara a mudança é muito pessoal, há quem tenha medo, há quem a ache excitante, há quem a evite a todo o custo, há quem a encare com naturalidade, há quem nunca a ponha sequer em causa, há quem esteja sempre a pensar nela… No meu caso eu não nego, não vou dizer que não tenho algum receio em mudar e não pondere e seja cautelosa em especial porque já não sou só eu, elas, as minhas filhas, têm um enorme peso em qualquer resolução e são elas que me levam muitas vezes a não arriscar.

Desde a idade adulto que encaro a mudança de forma bastante positiva, na minha perspetiva se decido mudar é porque não estou bem como estou e portanto irei contra uma insatisfação qualquer pelo que a ideia de mudança por si só gera esperança, contentamento e positividade. Mudei de Lisboa para o Porto e fui mais feliz, mudei do Porto para Londres para ser mais feliz e neste mudar realizei um grande sonho, por esse sonho mudei-me para Rochester e por outro sonho irei voltar a mudar mas ainda não é hora porque desta vez não sou apenas eu, sou eu (ele) e elas.

Mas mudar nem sempre envolve mudar de casa, de país ou cidade. Mudar de emprego é igualmente uma mudança que normalmente nos deixa ansiosos e receosos. Para mim mudar o meu ramo de atividade, mentalizar-me dessa mudança e render-me a ela foi um processo lento que me levou a onde estou hoje mas foi uma mudança que não envolveu apenas a parte prática de deixar de fazer uma coisa para fazer outra. Neste caso foi uma mudança interior acima de tudo e uma aceitação disso mesmo. Pensar que iria colocar um curso de cinco anos, muitos euros, desgaste, stress e muito, muito sacrifício de lado não foi tarefa fácil, foi uma grande luta interior. Aqui valeu-me a minha capacidade de análise, de entender o que era verdadeiramente importante para mim e de aceitar que nós próprios mudamos e o que um dia foi importante para nós, também pode mudar. As minhas prioridades passaram a ser outras e eu acabei por mudar para aquilo que ia mais de encontro à minha realidade atual onde o tempo e disponibilidade para a minha família assumiam o topo das prioridades.

Mudar é sempre um desafio mas a mudança traz crescimento e se a colocamos em perspetiva significa que algo não está a funcionar plenamente pelo que a mudança tem apenas de ser encarada com esperança e otimismo. Boas mudanças!

Foto da Cris Loureiro

Muito muito obrigada, querida Cris, por esta interação tão boa entre os nossos blogues 🙂

Espero que gostem tanto quanto eu estou a gostar desta troca de posts 🙂

About Matilde Ferreira

Desafio Gratidão| Semana 29: A Memória

A nossa memoria é fantastica. Sinto-me agradecida por ter um boa memória. Quando trabalhava decorava números de telefone com muita facilidade. tenho muito receio de perder a minha memória. Tenho receio de esquecer. Por isso gosto de tanto de registar momentos. Gosto muito de escrever, de anotar tudo. Desde sempre. Ler e ouvir musica tambem ajudam.

Na gravidez tive alguns lapsos de memoria que vos cheguei a contar aqui 

Por vezes tenho brancas e dou por mim a parar no meio da casa a pensar no que eu ia fazer a seguir… Conhecem o filme Still Alice? É dos meus filmes preferidos. Ficar sem memória de um momento para o outro é assustador. 

A minha mãe está a recuperar lentamente de uma depressao que quase lhe causou demência… não é fácil mas fico admirada por ela ainda ter tantas memórias depois de tudo o que passou após a morte do meu pai.

Sabem qual é a melhor forma de preservar a nossa memória? Registar momentos. Momentos bons 🙂 Quantos mais melhor 🙂 E dos bons 😉

Por isso nao me canso de fotografar todos os momentos e fases do Lu 🙂 Porque o tempo voa e não tarda nada ele fica adulto… e eu velhinha.

Deixo-vos com algumas memorias do Lu com 1 aninho de idade, com o meu irmão Daniel  que tem neste momento 26 anos e o sobrinho do Rui. o Gui,  com a idade do Lu, 2 anos e tem neste momento 14 anos. 🙂

Gui

Daniel

Lu com 1 ano

Podem  acompanhar este desafio da Gratidão criado pela Liliana Silva do blog Silver Wing aqui .

 

E voces, têm boa memoria? 😉

About Matilde Ferreira

“Mãe emigrada não tem plano B”

Alô! Chamo-me Cris Loureiro (www.crisloureiroblogs.com) e hoje sou eu quem faço as honras da casa aqui no Cantinho da nossa querida Tily.

foto da autoria da C.Loureiro

Tanto a Matilde quanto eu, somos mães a viver o auge da maternidade aos quarenta, longe do nosso país Natal e de toda a família. Acho que estes factos em comum acabaram por nos aproximar criando uma empatia mutua que tem feito crescer esta nossa recente mas forte amizade. É sobre esta distância, que na vida de uma mãe parece pesar ainda mais, que hoje vos irei escrever.

Em certo momento da minha vida eu achei que ela, a minha vida, começava a não fazer grande sentido, a não ter evolução, não ter um sonho pelo qual correr atrás, tudo parecia pequeno e insignificante. Foi assim que o desejo de ser mãe nasceu em mim e começou a fazer sentido, acabando por se tornar no meu sonho maior. Um sonho tão grande que me exigiu mudanças radicais, uma das mudanças foi trocar de país. Em 2009 Portugal não dava, a mim e ao meu companheiro, qualquer estabilidade nem condições para criar uma criança, quanto mais duas, porque quando eu sonho eu sonho grande. Quase a fazer os meus 35 anos, era agora ou nunca.

Inglaterra recebeu-nos com o essencial, um emprego que nos permitia viver bem, tornando o meu, agora nosso, sonho possível. Em 2011 nasceu a L. e em 2013 nasceu a C. Com a falta de família ou amigos por perto estes dois bebés, agora crianças, dependiam e dependem única e exclusivamente de mim e do pai delas, não há plano B. É assustador, é uma constante aventura e desafio mas é a nossa realidade e foi a única forma que encontrámos de realizar o nosso sonho maior, ser pais.

Se não tivesse mudado de país dificilmente teria uma L. e uma C. provávelmente nunca teria nem sido pensada. Inglaterra não me dá plano B mas o plano A permite que o pai trabalhe e ganhe o suficiente para que a mãe não precise de trabalhar (ou vice versa), pelo menos a tempo inteiro, oferecendo à mãe a disponibilidade necessária para dar apoio às suas crianças que afinal de contas são o futuro de um país. As minhas filhas não precisam que os avós as vão buscar à escola e fiquem com elas, muitas vezes até às 8 e 9 da noite, à espera dos seus pais. Não precisam que os pais façam malabarismo com os dias de férias que muitas vezes leva a que pais não possam tirar férias em simultâneo, etc. Aqui só temos plano A mas o plano A funciona bastante bem, não colocando a responsabilidade de criar crianças nas costas de pessoas já com idade para não terem horários rigorosos e sim viverem o seu merecido descanso.

foto da autoria da C.Loureiro

Porém tenho medo, muito medo, porque o plano A pode falhar, neste plano não há tempo nem hora certa para ficar doente, este plano não dá direito a erro ou omissão, este plano dá muito medo e cansaço, mas enquanto ele vai funcionando dá também um enorme prazer e realização, pessoal, profissional e familiar.

Há por aí muitas mães a viver noutro país ou cidade, longe de familiares e/ou amigos?

Por Cris Loureiro.

 

A Cris lançou o desafio para uma troca de posts  nos nossos blogs, no grupo Vidas quase Perfeitas, e eu fiquei logo inspirada e claro que aceitei de imediato. Passem pelo blog da Cris para verem a minha colaboração.

 

About Matilde Ferreira

E o melhor dia para…

…casar 🙂 É o 30 de Junho 🙂

Vou pedir ao Quim para mudar a letra pois o nosso dia é quando a gente quiser hehe 🙂

Pois é apesar de ja me sentir casada, eu e o Rui resolvemos por tudo no papel 😀 So por causa das coisas 😛 Este ano fazemos 13 anos de relacionamento, foi ha 13 anos que nos nos conhecemos, mas eu ainda lhe dei luta, foi preciso um Verão inteiro para nos conhecermos pessoalmente, sim conhecemos por estas bandas da internet, ainda nao existia facebook 😀 Somos mesmo da velha guarda 🙂 Ate que um dia, mais precisamente no dia 2 de Outubro de 2005 aceitei o pedido dele para namorar, junto ao Senhor da Pedra. E assim temo-nos aturado e amado muito com muita cumplicidade e… muita conversa. Ah pois, o segredo de uma relação esta na conversa. Lembro-me que os mais pais falavam muito um com o outro, quer dizer o meu pai desabafava e a minha mãe escutava-o mas ela quando falava também não se calava hehe 🙂

E pensar que eu não queria perder a amizade do Rui e no fim das contas mais do que meu companheiro ele é também o meu melhor amigo 🙂

E é incrível ha mais ou menos um ano atras, pensar que um casal nosso conhecido nos aconselhou a não casarmos e passados seis meses também casaram… é bom pensar que causamos boas influencias 😛 

E agora vou so ali dizer mais uma vez Sim 🙂

 

 

 

 

About Matilde Ferreira

BFF

Noutro dia no grupo Vidas quase Perfeitas foi lançado o desafio para perdermos alguns minutos e ligarmos à nossa melhor amiga, e eu dei por mim a chegar à conclusão que ja tinha desabafado logo pela manha com o meu melhor amigo, o meu Rui. Quando o conheci  criei logo uma empatia com ele, tao boa que eu nao queria envolver-me com ele  com receio de perder a amizade dele. Guess what, a amizade foi ficando cada vez mais forte juntamente com o amor. Faz-me conversar com ele, e faz-me bem ouvi-lo.

A minha mãe sempre me disse para eu escolher bem as minhas amizades e ela tinha razão. Quando comecei a namorar com o Rui ouvi bocas da minha suposta melhor amiga da altura que dizia que eu ja não tinha tempo para as amigas… aquilo ficava-lhe tão mal, ate porque eu tinha a consciência tranquila de que estas coisas fazem parte da vida. Eu estava com quem me sentia bem de verdade. Hoje em dia também me sinto muito bem a conversar com uma menina muito querida que conheci ha quatro anos por estas bandas das internets. Tem sido um grande apoio e tem me aturado pois também tem as minhas dores e la me vai aturando. Gosto muito de ti, Catherine Batista. Obrigada por estares ai desse lado.

Constato agora que ao longo da vida tive poucas melhores amigas e sempre me dei melhor com rapazes do que com raparigas, mais para o fim da adolescência. Tive 4 amigas com quem me sentia à vontade, nao posso dizer que a primeira fosse para falar em conversar mas era aquela com quem eu ia para a escola, quando nao ia sozinha coisa que eu preferia…

– a primeira: desligamo-nos quando ela deixou a escola no nono ano; foi-lhe diagnosticada esquizofrenia segundo ouvi dizer 🙁

– a segunda: na adolescencia era a minha colega de carteira, chegamos a trocar cartas nas ferias de Verão; afastado-nos pois seguimos áreas diferentes a partir do decimo ano. Apesar da distancia, é talvez aquela com quem tenho melhor relacionamento e estou mais próxima nas redes sociais.

– a terceira: foi a minha companheira da noite nas discotecas; tínhamos muita empatia uma com a outra mas a vida separou-nos e ela casou com um cigano… (segundo a própria mãe dizer não tem tido uma vida fácil)

– a quarta: falei dela acima; trabalhamos juntas mas ela o queria saber de gajos 😛

E voces também têm melhor amiga? Desde quando?

 

 

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