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Democracia em Vertigem

Ja tinha este post aqui pendente ha ja algum tempo e lembrei-me dele agora com mais uma nova polemica vinda do país irmão, em que o presidente brasileiro acusa o actor e ambientalista Leonardo DiCaprio de ter apoiado e financiado as ONGs a incendiarem a floresta amazônica…

Mais um excelente documentário do Netflix que vem confirmar a minha opinião sobre a eleição de Jair Bolsonaro.

Neste documentário, apesar de retratar a realidade do país irmão, eu revi Portugal, Reino Unido e EUA. É incrível como os povos são tão iludidos pelos politicos, e quanto mais desesperadas as pessoas estão, mas os politicos se aproveitam delas. Dando-lhes a volta, fazendo-as acreditar que o mal pode ser bom. Mais uma vez digo, por isso é que estudar Historia é tao importante, para não voltarmos a cair nos mesmos erros do passado.

Deixo-vos-com esta analise perfeita do Governo Sombra que vai de encontro a tudo o que eu penso.

Mas nem tudo é mau, Lula da Silva foi libertado no passado dia 8 de Novembro e assim se prova que a verdade vem sempre ao de cima, mais cedo ou mais cedo e isto faz-me continuar a acreditar que a Justiça existe. Agora só falta o governo do Bolsonaro cair… e ja agora o Trump também.

Imagem retirada do Instagram

About Matilde Ferreira

Caixa Mágica.

Ontem foi o Dia da Televisão. Nem de propósito porque escrevi este texto esta semana.

Imagem da minha autoria

Sou da geração da televisão. Cresci sem internet e fui muito feliz. Aprendi tanto com a tv. E o nosso LU também aprende tanto com o CBebbies, alias é assim que ele chama à, televisão, CBeebies. Às vezes parece que ele pensa que pode saltar para dentro da tv, tal como eu pensava, e ir brincar com o Duggee, os Go Jetters, os Twirlywoos, o Mr Tumble, o Peter Rabbit, canta e dança com eles. E depois vai para a creche imitar o Freddie Mercury e por toda a gente a cantar e a dançar com ele. Tao bom 🙂

O mais incrível é que eu fazia o mesmo que ele, também me imaginava dentro da tv com as minhas personagens e cantores preferidos. So que eu era mais tímida do que ele e não interagia tanto com os meus colegas… outros tempos 🙂

Imagem retirada do Facebook

About Matilde Ferreira

Lingua Universal…

Quando eu era pequenina queria muito aprender ingles para entender o que as pessoas que eu via na tv diziam. Dava por mim a ter conversas mentais comigo mesma, num “ingles inventado”. Senti-me realmente muito frustrada quando no fim da primaria, terem escolhido por mim o francês para o 1o ano do ciclo. Apesar de detestar a lingua francesa, fui aluna de 5s mas ainda hoje odeio falar a lingua, apesar de a perceber bastante bem. Já o ingles tudo o que sei é de ouvido e à minha mãe me ter oferecido um curso de correspondência CEAC. Uma das técnicas que mais usei, era não ler as legendas em português dos filmes e series. Na minha opinião, a lingua mais fácil e falada no mundo inteiro, ou a terceira, vá… (porque convenhamos que o chinês e o espanhol so estão à frente por questões populacionais) . É a lingua universal que deveria servir povos e não dividi-los… Ja repararam que para falar com turistas, por exemplo, em Portugal, falamos em ingles?

O meu ultimo emprego foi numa multinacional francesa e eu passava a maior parte do tempo a falar ingles do que português… ou francês. Incrível não? Tinha fornecedores holandeses com quem tinha a sorte de falar ingles, uma vez que infelizmente não pesco nada de neerlandês, com muita pena minha, pois gostava muito de aprender, e italiano. Por falar nisso, uma curiosidade, tive uma fornecedora italiana que quis aprender português pois tinha muito gosto e ainda hoje falo português com ela. Ah ela so se queixou que a nossa gramatica era muito difícil 🙂

O nosso Lu é o único português na creche mas tem muitos amiguinhos indianos que tal como ele estão habituados a falar uma lingua diferente em casa mas a lingua que os une é o ingles. Seria tudo tao mais fácil se todos entendessem as coisas desta forma tao simples e descomplicada 🙂

Imagem retirada do Google

About Matilde Ferreira

Depois do bebe sem rosto…

…encontram um bebe no contentor do lixo. 🙁

Ao contrario da maioria não me sinto capaz para tecer qualquer tipo de opiniao, deixo-vos apenas com um texto carregado de verdades para lerem e reflectirem… porque me revi muito nele. :'(

ESTA CEGUEIRA QUE NÃO SARA
Da Sara sabe-se que tem 22 anos, que é de origem cabo-verdiana, diz-se que se prostituía, vivia na rua numa miséria total ali para os lados da Estação de Santa Apolónia. A Sara carregou no ventre uma criança durante nove meses. A Sara é invisível. Ou pelo menos durante nove meses a Sara foi invisível. Os elementos das equipas de apoio social não a viram. Os passageiros que circulam aos milhares em Santa Apolónia e nas imediações não a viram. Os habitantes de Lisboa não a viram. Ninguém a viu. Podemos ter-lhe passado os olhos por cima mas não a vimos realmente. Não a vimos porque somos cegos. Somos todos uns cegos, sofremos de uma cegueira suprema, aquela cegueira de que se padece quando não se quer ver, a tal que é a pior de todas as cegueiras na velha sabedoria do povo. A Sara pariu um menino a quem foi dado o nome de Salvador, na vaga esperança de salvarmos a nossa alma das culpas que todos temos de ter sido depositado num contentor de lixo. Toda a gente vê agora a Sara. O Presidente da República vê a Sara. A Embaixada de Cabo Verde vê a Sara. O sistema político vê a Sara. Os jornais vêem a Sara. Perdemos a cegueira perante a Sara e perdemos a vergonha na cara. Fazemos suposições, dizemos que jamais seríamos capazes, especulamos sobre a conjuntura que terá levado a Sara a deitar no lixo um recém-nascido, que pariu sozinha na rua, ali mesmo ao lado do Lux, uma das mil feiras de vaidades de Lisboa. Falamos disso tudo como se tivéssemos conhecimento de alguma coisa, como se fossemos alguém para julgar, como se tivéssemos direito a isso. Somos uma merda. Somos todos uma merda. Há centenas de Saras por aí, neste exacto momento em que chove e faz frio. Centenas de adolescentes e jovens adultas a viver em condições infra-humanas. E são todas invisíveis. Fugimos delas. Não tiramos os olhos dos nossos umbigos, não tiramos os olhos do telemóvel, não tiramos os olhos dos nossos problemas fúteis, não tiramos os olhos das redes sociais que nos distanciam da sociedade, da merda do Facebook onde escrevo este desabafo. Há tantas Saras que pedem ajuda com os olhos, de mão estendida, e nós não as vemos. E há tantos Salvadores por aí que nunca conheceremos. Não queremos conhecer. Fugimos, temos medo de ver a verdade, temos nojo do que fedem, temos pavor de os abordar. Deixamo-los de lado, à margem. Ficam para os outros, para aquela meia dúzia que ajuda os pobrezinhos e está tudo bem. A alma está limpa. E já há luzes de Natal. E vamos lá pensar nas prendas e em estoirar dinheiro.

Deixo-vos com a opinião da Dra. Suzana Garcia.

https://tvi.iol.pt/vocenatv/videos/suzana-garcia-pode-haver-um-homem-que-ontem-sem-saber-se-tornou-pai/5dc40fdb0cf24b90b3857682

E mais uma vez o problema está na sociedade actual… 🙁

Imagem retirada do Google

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