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Berlim – A Arte da Fuga

Noutro dia ao fazer zapping parei na RTP2 para ver um documentário que me chamou a atenção e me despertou memórias da Historia. Berlim, a Arte da Fuga. Eu estive na Alemanha, 5 anos após a queda do Muro, como ja contei por aqui. E senti bem a tristeza das pessoas quando falavam sobre este assunto. Muitos tinham vergonha.

Conseguem imaginar o que os alemães passaram depois da Segunda Grande Guerra? Principalmente os da parte leste que ficou entregue aos Russos? Famílias inteiras separadas separadas por um muro, por um sistema. Eu estive na Alemanha do leste 5 anos após a queda do muro. As pessoas com quem convivi tinham vergonha de falar sobre os tempos da guerra e do pôs-guerra.

Este documentario que vi na RTP2 reavivou-me a memoria. Faz lembrar que também os portugueses tinham de aprender a arte da Fuga para fugir à tortura da Ditadura. Mas o que se passou na Alemanha durou ate ao fim dos anos 80.

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Experiencias no Hospital

Fazer o bem… sem olhar a quem.

Uma das minhas “vizinhas” no hospital entrou no mesmo dia que eu, era uma senhora indiana de 79 anos, operada a um cancro na barriga, extraído com sucesso. Lembro-me de que a filha estava estressada por causa do parque de estacionamento só ter 20 minutos gratis. Achei aquilo muito confuso mas lá lhe disse para ir descansada que ei ficava com a mãe à espera da enfermeira que não demorou mais de 5 minutos a vir. Às vezes as pressas não ajudam em nada. A operação da senhora foi um sucesso, os medicos conseguiram remover o cancro mas ela não estava a fazer pela vida. Só queria dormir, não conseguia comer e até a agua a fazia vomitar.

Uma das recomendações dos medicos e enfermeiros é fazer exercícios de respiração para evitar infeções pulmonares. Se tivessem dito isso ao meu pai em Portugal, talvez ele a esta hora ainda estivesse vivo e não tivesse contraído uma infeção hospitalar.

Mas voltemos à minha vizinha 🙂 No sábado à noite, quando eu me preparava para mais uma voltinha ao wc, perguntei-lhe se queria vir comigo, quase sem esperanças, após muita insistência nos últimos dias, ao que para surpresa minha e da outra senhora que estava no nosso quarto, ela disse que sim. Fiquei toda contente e ajudei-a a calçar-se, com alguma dificuldade, pois custava-me baixar por causa dos pontos, e lá fomos nós. Mas eis que as enfermeiras apareceram, agradecendo o gesto mas alertaram-nos para não fazermos isso sozinhas, correndo o risco de tropeçarmos uma na outra. Mas acreditem que valeu a pena e fiquei de coração cheio por poder contribuir um pouco para a recuperação da senhora. Ela ficou toda contente por se ver ao espelho e chegou a pedir às enfermeiras uma escova para pentear o cabelo, após se ter visto ao espelho na casa de banho.

São mesmo as pequenas coisas que nos fazem bem à alma 🙂

Ela devia sair domingo comigo, mas passou o dia a dormir… e eu sai do hospital preocupada com ela… espero que ela tenha ficado bem.

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It’s Recovery Time…

É tempo de recuperar. Apos 4 dias de internamento no Hospital, quero muito acreditar que o pior ja passou. A recuperação está a ser lenta mas necessária, por muito que me custe parar, estar quieta. Eu sei que tenho de estabilizar para ficar boa. Estou livre dos 3 fibroide grandes que eu tinha alojados no meu utero, um deles desde 2007, provocados pela SOP e pela Endometriose. Estou muito grata à equipa do Dr Chilcott. Foram fantásticos e operaram em tempo recorde.

Os meus intestinos ainda estão sob o efeito da anestesia, da medicação e dos fibroides, causando-me muita obstipação, o que não ajuda nada pois não posso fazer forças nem grande esforço. Beber muita água e comer sólidos moles, e fibras muitas fibras ajuda. Nada do que eu ja não tenha feito nos últimos tempos. É tudo uma questão de habito. Tambem procuro movimentar-me o mais que posso. Alias mal consegui por os pés no chão no hospital, andava sempre a percorrer os corredores dele, sempre com consciência. Mal posso esperar para regressar às caminhadas que tanto gosto mas entretanto tenho de ter calma.

Tirar um órgão inteiro como o sistema reprodutor não é nada fácil, ele devia servir não só para a sua função principal de reproduzir mas também para regular o organismo feminino. Desde os meus 18 anos que o meu sistema reprodutor só me tem feito sofrer. A única coisa boa para a qual serviu foi para ter o meu filho e estou-lhe grata por isso, de resto sinto-me livre. Os fibroides eram tao grandes que na ultima consulta com o Dr Chilcott, ele os sentiu com as próprias mãos só de apalpar a minha barriga, para vocês terem uma noção.

Gostava muito de ter tido um segundo filho, de dar um maninho ou maninha ao Louis, chegamos a falar sobre isso mas não deu. Se o gêmeo do Louis não resistiu, sim nós conseguimos implantar dois embriões quando fizemos o tratamento da FIV mas o Louis quis a minha barriga só para ele. 🙂 Foi uma longa luta mas valeu muito a pena, fazia tudo de novo se tivesse de ser. Ja vos contei por aqui muitas vezes o meu percurso. Vivi períodos muito intensos e que me deixavam de rastos. O meu período veio tarde, aos 18 anos, e partiu cedo, após 26 anos mas deixa-me aliviada. A minha ame teve de ler com o dela quase até aos 60 anos, e lembro-me que sofria muito com o dela, em silencio. Ja chega de tratarem a saude feminina de forma silenciosa. Está mais do que na hora das mulheres serem ouvidas na hora de falarem dos seus problemas de saúde!

É tempo de os fibroids serem considerados um serio problema de saude reprodutiva e uma falha na qualidade de vida. É tempo de hora de lhes fazer uma triagem com mais antecedência e frequência. É tem de parar de sangrar.

E no dia em que saí do hospital apareceu-me este post no Instagram. Uma mulher de 34 anos, 10 anos mais nova que eu, recupera no hospital em Bengaluru, na India, após lhe ter sido removidos 222 fibroides uterinos!!!

Vai ser um Natal atribulado, com uma segunda operação ao cisto sebáceo que tenho na cabeça, na véspera de Natal (voltarei para casa no mesmo dia) mas acredito que será tudo por um bom motivo 🙂

E vai ser assim que vou celebrar as festas, em vez de champanhe, ter este cocktail delicioso para combater as dores e recuperar bem 🙂

2022 vai ser um Ano Bom!!!

Que este post seja uma especie de alerta para todas as mulheres 🙂

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Esperança

Hoje é o dia

Esta semana vi um comentário no Facebook que me deixou chocada, passo a citar:

Prefiro morrer a tomar a vacina.”

Será que as pessoas que dizem estas coisas, fazem-no de forma consciente? Não terão mesmo medo de morrer? Será que quando também atravessam a rua sem olhar para que sejam atropeladas por um carro?… Não respondi a essa pessoa mas respondo aqui. Eu prefiro tomar a vacina para continuar a viver e proteger todos à minha volta. Porque eu acredito na ciência. Até agora esta não me deixou ficar mal e ajudou-me a concretizar o meu sonho. 🙂 A Vida é o nosso Bem mais precioso.

Por mim, estou disposta a tomar esta vacina de forma periódica. Se for para o bem de todos, que assim seja. Ja tomo vacinas desde que nasci e nao tenho medo delas, muito pelo contrario. As vacinas não provocam mortes, ajudam a prevenir e a combater as doenças.

Enquanto as pessoas continuarem a ser egoístas e umbiguistas, não vamos conseguir vencer esta pandemia e vamos andar sempre em confinamento. 🙁

Trago-vos este pensamento porque hoje é o dia. Quando estiverem a ler este post, eu ja devo estar na sala de operações adormecida pela anestesia e nas mãos do medico que vos falei aqui.

Ai de mim se eu não confiasse na ciência, que ate agora não me deu motivos nenhuns para não o fazer 🙂 Ai de mim se eu não tivesse fé em quem faz tudo para salvar vidas. Obviamente que tenho os meus receios mas também sei que se não formos nós a controlar os nossos medos, eles acabam por levar a melhor. É nos nossos medos que encontramos a nossa coragem, como ja vos disse aqui.

Estou mesmo muito confiante e sabem porquê? Porque me vou ver livre deste 3 fibróides que me provocam dores muito desconfortáveis 🙂 E mal posso esperar para vos contar como correu a operação 🙂 Estejam atentos às minhas redes sociais 🙂 Depois disso segue-se uma recuperação de mais ou menos 6 semanas mas estou preparadíssima 🙂

Eu tenho de fazer isto acima de tudo por mim e pela minha família 🙂

Torçam por mim 😉

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Adele está de volta!

Tão bom! Ja sentia falta das suas vibes 🙂 Saudades de chegar a casa e curtir as musicas dela para desanuviar e descontrair depois de um dia estressante 🙂 Adele é sempre uma companhia perfeita 🙂

Com o seu regresso Adele fez uma excelente produção para a revista Vogue onde concedeu uma entrevista entrevista que vale a pena ler. Ela arrasou mesmo, nao acham? 🙂

O que mais gostei nesta entrevista foi de ficar a conhecer as curiosidades da cantora, uma delas muito peculiar: Adele tem uma pastilha elástica da… Celine Dion, numa moldura, oferecida pelo James Corden!!! 😀

A cantora também se submeteu a um teste de olhos vendados para adivinhar refeições típicas britânicas, escusado será dizer que acertou em todas, tambem nao é muito difícil pois a variedade nao reina muito por estas bandas mas o que diverte mesmo, é o british accent dela 😀

Fiquem com as restantes perguntas que a Vogue lhe fez 🙂

O que mais inspirou nesta entrevista foi a forma como a cantora falou sobre a sua mudança de Londres para a California 🙂 Apesar de tal como eu, Adele gostar muito da sua cidade londrina, fez-lhe bem mudar para o sol do Oeste Americano.

Deixo-vos também com a sua nova musica cuja mensagem não podia ter vindo em melhor altura para mim 🙂

There ain’t no gold in this river
That I’ve been washin’ my hands in forever
I know there is hope in these waters
But I can’t bring myself to swim
When I am drowning in this silence
Baby, let me in


[Chorus]
Go easy on me, baby
I was still a child
Didn’t get the chance to
Feel the world around me
I had no time to choose what I chose to do
So go easy on me


[Verse 2]
There ain’t no room for things to change
When we are both so deeply stuck in our ways
You can’t deny how hard I have tried

I changed who I was to put you both first
But now I give up


[Chorus]
Go easy on mе, baby
I was still a child
Didn’t get the chance to
Feel thе world around me
Had no time to choose what I chose to do
So go easy on me

Ja ouviram a nova musica da Adele? O que acharam? 🙂

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