Category Archives: Pensamentos

Nas asas do vento…

Video da minha autoria

O silencio inunda a casa…

Enquanto o vento sopra la fora

Fazendo as folhas das arvores

Dançar a sua danca imaginaria…

Baila, Dança

nas asas do vento

Deixo-me levar

Nas asas do vento

Tal como o sol se deixa envolver

Nas asas do Vento…

Lá fora o vento brinca

De esconde-esconde com o sol

Fazendo girar tudo à sua volta

Danço e bailo

Deixando-me envolver nas asas do vento

Como as folhas das arvores

Que seguem a canção…

Da minha autoria

About Matilde Ferreira

Storyteller Dices d’As Gavetas| Um café pela manhã…

Imagem da minha autoria

Acordei com uma vontade enorme de escrever. Com o café ainda a fumegar na caneca, peguei no lápis e comecei. As palavras saiam naturalmente. Que sensação tao boa. escrever faz-me bem. A minha alma fica mais leve. Alivia-me.

-Vai tudo correr bem- disse ele- Alguém disse um dia: parem o mundo que eu quero descer! E hoje o mundo parou…

-Quando isto acabar apanhamos um avião… para abraçar a minha mãe e os meus irmãos… – fiquei em silêncio por uns instantes a pensar que a minha mãe ja não estava entre nós… faleceu na sexta-feira passada, sexta-feira santa. É incrivel a coincidência deste dia. A minha mãe não podia ter escolhido dia mais simbólico para nos deixar. Partiu em paz, esperou que nós lhe ligássemos como era habitual e passadas nem 2 horas o meu irmão estava a ligar-nos a dar a triste noticia…

As lagrimas corriam-me pela cara quando ele me deu veio dar um abraço apertado. Ficamos assim por uns instantes como se o mundo tivesse parado mesmo.

-É incrível como damos tudo como garantido e agora que o mundo está em suspenso damos ainda mais valor aquilo que temos. “Só não ha solução para a morte” – sempre disse a minha mãe. E eu dou tanto valor às lições que ela me deu. Fazem parte de mim, fazem parte do meu ser. Ja não sei ser de outra maneira. Tudo o que sei devo à minha mãe. – disse eu, divagando…

-A tua mãe agora está em paz junto do teu pai. – disse ele, tentando tranquilizar-me.

– Sim, são anjos que nos estão a proteger, a nós e ao Louis. À noite procuro-os nas estrelas, sempre que os quiser ver. Sinto-me protegida. 🙂

Imagem retirada do Instagram – Em memória à minha mãe
Imagem da minha autoria – Um girassol para a Andreia

Este desafio foi criado pelo blog da Andreia Morais, As Gavetas da Minha Casa Encantada. Passem por lá hoje pois é dia de festa, a Andreia faz anos. 🙂

About Matilde Ferreira

Há males que vêem mesmo por bem…

Sei que pode ser mau eu dizer isto mas acreditem que é… Infelizmente é mesmo isto que eu penso… 🙁 Com este lockdown os níveis de poluição diminuíram em varias partes do planeta. E finalmente as minhas preces forma ouvidas em relação aos aglomerados fora do normal na cidade do Porto. Não é que eu não goste de turismo, mas nem 8 nem 80… E a maioria das pessoas parece que adora exageros. Eu não gosto de confusões. Sinto-me claustrofóbica no meio de muita gente, gosto de sossego e silencio na medida do possível.

As minhas duas cidades, Porto e Londres, estão desertas. E eu sinto-me bem com esta paz de espirito. Por incrível que pareça sentia-me mais incomodada com os aglomerados do Porto do que de Londres, talvez por morar mais distante do centro de Londres do que quando morava perto da zona ribeirinha da cidade invicta. Talvez por a minha cidade natal ser mais pequena e se sentir mais o sentimento de claustrofobia mesmo estando fora de casa… ja estou a divagar, peço desculpas…

Espero que as pessoas, depois disto, aprendam a dar o valor 🙂 O planeta agradece 😉

About Matilde Ferreira

Quero…

Quero morrer a ver o mar

O mar de inverno com tempestade 

Com a chuva e os raios a cair no mar

O mar de Verão onde o azul do céu se cruza com o azul do mar

Quero morrer a ver o mar da minha infância 

O mar que inspirou Sophia

Mas também não me importo se for outro mar qualquer 

Porque todos os mares são inspiradores 

E fazem-me sonhar 

Quero morrer a sonhar…

Em frente ao mar.

Texto da minha autoria.

About Matilde Ferreira

Desafio Escrita dos Pássaros| Tema 6

Escreve uma historia romântica baseada no clássico “O Amor, uma cabana e um frigorifico”

Como assim amor e uma cabana? Tem de ter um frigorifico porque o Amor não se alimenta de ar e vento, disse ela com determinação na voz. E ele ficou calado, pensativo a admira-la. É por estas e por outras que eu gosto tanto dela. Por ser tao simples e pratica. Pelo sim pelo não, disse ela, vou levar uma cesta de piquenique, não vá o diabo tece-las. Afinal de contas vamos passar um fim-de-semana romântico nas montanhas escocesas, para celebrar os nossos 15 anos de relação e não podemos correr riscos de passar fome. 😀 Preparei então uma cesta com queijos, tostas, vinho e fruta.

E la fomos nós, deixando o pequenote aos cuidados do meu irmão mais novo que veio ca passar uns dias.

A viagem de comboio correu bem, e quando chegamos ao nosso destino, fomos logo para a nossa cabana sem frigorífico e como estava muito frio aproveitamos logo para acender a lareira. O ambiente ficou quentinho e enroscamo-nos um no outro, no meio das mantas quentinhas, e deixamo-nos envolver como se não houvesse amanha. Tao bom. Soube mesmo bom, acordar nos braços um do outro. Cheios de fome fomos “atacar” a cesta do piquenique. E de seguida fomos dar um passeio pela redondezas. Aproveitamos também para descer à vila para comprar alguns mantimentos onde aproveitamos para almoçar.

De volta à nossa cabana, aproveitamos para ir ver o por-do-sol nas montanhas e de seguida fomos petiscar alguma coisa, antes de nos deitar pois no dia seguinte tínhamos de regressar ao nosso lar doce lar. 🙂

Imagem da minha autoria

E afinal o amor e uma cabana pode existir mesmo, nem que seja num pequeno fim de semana… basta querermos 🙂

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