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O que eu ando a ouvir…

Michelle Obama Podcast. Sim, a Michelle tem um podcast e eu estou a adorar 🙂

Ja por aqui falei o quanto eu admiro esta mulher. Identifico-me tanto com a forma como a Michelle pensa. E eu gosto tanto disso. Depois do livro Becoming , e do documentário com o mesmo nome que eu adorei, eis que surge o podcast com conversas deliciosas sobre a actualidade, relações humanas, saude feminina, família amizade. Os episódios têm a duração de quase uma hora mas eu fico sempre com vontade de mais e fico a aguardar com ansiedade pelo proximo episódio.

*O primeiro episódio teve a participação do marido, Barack Obama, onde falaram a situação actual do país e das suas responsabilidades para a comunidade em que estão inseridos. Um casal normalíssimo que ja foi o mais importante dos EUA e do mundo. Do que eu mais gosto neles é da forma natural como conversam entre si, contam historias de como se conheceram, do seu casamento e da sua familia.

*No segundo episódio, Michelle convida a sua amiga Michelle Norris, a conhecida premiada jornalista para conversarem sobre a Pandemia e os protestos vividos nos EUA.

*No terceiro episódio, o tema é saude feminina, com o titulo “What your mother never told you about health” com a Dra Sharon Malone. Um tema muito importante que as mulheres de todas as idades, mães, filhas, avós, melhores amigas, deveriam ouvir.

*E no quarto episódio, a conversa é com o irmão mais velho de Michelle, Craig Robinson, uma conversa deliciosa onde falam sobre a sua infância e terem crescido juntos no sul de Chicago. Se gostaram da conversa com Barack, nao podem perder esta.

*No quinto episódio, temos uma conversa de raparigas. Este é um dos meus preferidos, onde a Michelle convida 3 amigas muito queridas com quem compartilha historias dos seus primeiros tempos de vida em Washington, ha 14 anos atras.

*No sexto episódio, o convidado é o celebre apresentador e comediante Conan O’Brien, onde conversam sobre os desafios e as alegrias do casamento com muito humor à mistura. Cheguei à conclusão que o segredo de para um relacionamento está no humor, certo, Rui Moreira? 😉 Porque se não levarmos as coisas com descontração, acreditem que nada dá certo…

Estas conversas são tão deliciosas que dão vontade de me juntar a eles 🙂

Já conheciam?

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O Poder da Internet…

influencers. Hoje em dia as pessoas têm na internet uma ferramenta, uma arma muito forte. Para o bem e para o mal. E muitas das vezes as pessoas não fazem por mal quando estão a sugerir alguma coisa só porque gostam (eu contra mim falo, pois as vezes dou por mim inconscientemente a sugerir algo sem saber se as pessoas vão gostar). Eu gosto de partilhar coisas que gosto sem querer influenciar ninguém, pois sei que todos temos gostos diferentes ou não fossemos todos isso mesmo… diferentes. A minha mãe sempre me disse para não ser “maria vai com as outras” ou então, perguntava-me sempre se os outros se fossem atirar ao mar, eu também queria ir?

Mas o que é demais é exagero, e eu começo a ficar cansada de tanta gente a influenciar sobre o que comer, o que vestir, onde ir, o que fazer… parece que estão a impor a vida delas aos outros. Eu gosto de viver a minha/ nossa vida sem dar satisfações a ninguém. Gosto de ser feliz à minha/ nossa maneira. 🙂

Agora aqui em Inglaterra o governo criou a maxima com o hashtag #eatouthelpout como forma de ajudar a restauração (sabem muito, estes governantes), coisa que nos sempre o fizemos em pleno lockdown através de take-away, não precisamos agora de modas, so porque toda a gente está a fazer… e o que eu acho mais incrível, é terem criado esta campanha com o virus ainda à solta por aí… tudo em prole da economia. 🙁 Não estou contra, o mundo tem de continuar mas acho que devíamos ser mais cautelosos porque o virus ainda não desapareceu. É que parece que as pessoas de um momento para o outro ja foram vacinadas, sem ainda existir vacina… 🙁

Hoje em dia as pessoas expõe tudo nas redes sociais, um exemplo disso, noutro dia uma rapariga que eu sigo aqui da cidade vizinha postou nos stories do instagram que numa manha de sábado, estava toda orgulhosa porque tinha tomado banho e mudado as roupas da cama, coisas essas que acho naturalíssimas de se fazer sem sentir necessidade de partilhar com o resto do mundo… Só sou eu que acho isso uma futilidade e uma forma de chamar a atenção?… 🙁

Pergunto-me, se nao existissem redes sociais o que seria da vida destas pessoas? Como exerceriam o poder de influenciar os outros?

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Triste e revoltada.

Mais uma morte.Desta vez no nosso cantinho à beira-mar plantado. Não foi nos EUA. Foi em Portugal. Não consigo perceber o que leva alguém a matar a sangue frio uma pessoa que estava em paz a passear o seu animal de estimação. Não consigo! Sinto-me impotente por continuar a existir racismo. E pior, continuarem a existir pessoas que lhe dão voz…:(

Espero muito sinceramente que este ser desumano apodreça na prisão nos últimos dias que lhe restam, se ainda houver um pingo de justiça! Se tal não acontecer, revoltem-se! Façam como fizeram nos EUA com o George Floyd!

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Como? A sério, como? Deixa-me genuinamente intrigado como o conseguem fazer. O Bruno Candé foi assassinado com 4 tiros por ser negro. O Bruno Candé foi morto pela cor da sua pele e deixa 3 filhos de 3, 5 e 6 anos. E ainda assim, há milhares de comentários a desvalorizar a violência racista, milhares de pessoas brancas cujo patético orgulho é tão grande que não conseguem assumir que Portugal é estruturalmente racista. É racista quando faz sons de macaco ao Marega, é racista quando impede ou dificulta as pessoas racializadas de alugar casa, ter acesso ao ensino, aceder a determinadas oportunidades de trabalho. É racista quando alguns programas da manhã continuam a ter comentadores como a Suzana Garcia que chama "escumalha" aos negros. É racista quando um deputado manda uma deputada negra para a terra dela. É racista a cada piada racista que partilham nos grupos de whatsapp. É racista quando a polícia diz sobre o caso que parece ser um "crime passional". Mas que paixão foda-se? É racista de cada vez que os políticos desvalorizam o racismo. É racista sempre que dizem que temos de ser moderados e tentar ver o outro lado. É racista de cada vez que alguém diz que o racismo em Portugal não é sistémico. E tudo isso, e muito mais, é o que legitima a violência racista, é o que alimenta o ódio. Tudo isto foi o que matou o Bruno Candé, foi o que fez com que das últimas coisas que tenha ouvido em vida foi "preto, volta para a tua terra". A sério, como é que conseguem?

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Imagem da semana

“Let’s delete our history so people can make the same mistakes again”

Alguém comentou isto no perfil de instagram do artista Banksy …

Esta foi a resposta do artista de Bristol, Banksy acerca das estatuas vandalizadas, depois desta abaixo, há uma semana, sobre as manifestações de BML.

Não acham que faz muito mais sentido a ideia do artista? 🙂

O que devemos fazer com o pedestal vazio no meio de Bristol?

Aqui está uma ideia que serve tanto para quem perde a estátua de Colston quanto para quem não.
Nós o arrastamos para fora da água, o colocamos de volta no pedestal, amarramos um cabo no pescoço e encomendamos algumas estátuas de bronze em tamanho real de manifestantes no ato de puxá-lo para baixo. Todo mundo feliz. Um dia famoso comemorado.

Mas afinal de contas quem é Banksy? Existem muitas teorias e uma delas é que o artista é um grupo de pessoas, em que uma delas é um dos elementos da banda Massive Attack, e esta é a teoria que para mim mais faz sentido.

Se ainda não viram este documentário sobre “o artista”, recomendo que o façam 😉

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