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Desafio Escrita dos Pássaros| Tema 7

A Constança precisa de uma mascara capilar mas o teu patrão so quer vender compotas de abóbora com amêndoa. Convence-a a escolher a compota para usar.

Adormeci e não ouvi o alarme. Levantei-me num ápice, vesti-me à pressa, passei agua pelo rosto e bebi um cafe frio, feito de vespera. “O Sr. Manel vai me matar” era só este o meu pensamento. Chego ao supermercado, a voar e dou um encontrão ao… Sr. Manel, que por acaso ate esta bem disposto começa logo por me dar ordens:

-Ola bons dias, rapariga, chegaste em boa hora, tenho aqui esta remessa de compotas de abóbora e amêndoa que tem de ser toda vendida hoje, sem falta! – disse com um sorriso de orelha a orelha.

“Compotas de abóbora com amêndoa?!… Mas eu nem sequer tomei o pequeno-almoço…” – pensei eu para os meu botões.

Nisto entra a Constança, toda sorridente, na loja e vem ter comigo.

-Ola, querida, tudo bem? Preciso de uma mascara capilar para o meu cabelo que está uma desgraça e esta semana tenho uma festa super importante!!

Antes que eu falasse, ela olhou para as compotas e ficou iluminada como se tivesse ganho a lotaria!!

-Compotas de abóbora com amêndoa?! Eu adoro compotas de abóbora com amêndoa, são as minhas preferidas, e para alem disso li numa revista que lavar o cabelo com estas compotas o deixam super macio. Ah e ja agora aproveito e compro o stock todo e assim ja tenho presentes de Natal para toda a familia e amigos. Quem é amiga, quem é? 🙂

E foi assim que a Constança me salvou o dia no emprego 🙂

Imagem retirada do Google

Descobri este desafio através do blog Sorriso Incógnito e podem acompanhar os vários temas aqui.

About Matilde Ferreira

Lingua Universal…

Quando eu era pequenina queria muito aprender ingles para entender o que as pessoas que eu via na tv diziam. Dava por mim a ter conversas mentais comigo mesma, num “ingles inventado”. Senti-me realmente muito frustrada quando no fim da primaria, terem escolhido por mim o francês para o 1o ano do ciclo. Apesar de detestar a lingua francesa, fui aluna de 5s mas ainda hoje odeio falar a lingua, apesar de a perceber bastante bem. Já o ingles tudo o que sei é de ouvido e à minha mãe me ter oferecido um curso de correspondência CEAC. Uma das técnicas que mais usei, era não ler as legendas em português dos filmes e series. Na minha opinião, a lingua mais fácil e falada no mundo inteiro, ou a terceira, vá… (porque convenhamos que o chinês e o espanhol so estão à frente por questões populacionais) . É a lingua universal que deveria servir povos e não dividi-los… Ja repararam que para falar com turistas, por exemplo, em Portugal, falamos em ingles?

O meu ultimo emprego foi numa multinacional francesa e eu passava a maior parte do tempo a falar ingles do que português… ou francês. Incrível não? Tinha fornecedores holandeses com quem tinha a sorte de falar ingles, uma vez que infelizmente não pesco nada de neerlandês, com muita pena minha, pois gostava muito de aprender, e italiano. Por falar nisso, uma curiosidade, tive uma fornecedora italiana que quis aprender português pois tinha muito gosto e ainda hoje falo português com ela. Ah ela so se queixou que a nossa gramatica era muito difícil 🙂

O nosso Lu é o único português na creche mas tem muitos amiguinhos indianos que tal como ele estão habituados a falar uma lingua diferente em casa mas a lingua que os une é o ingles. Seria tudo tao mais fácil se todos entendessem as coisas desta forma tao simples e descomplicada 🙂

Imagem retirada do Google

About Matilde Ferreira

“E Deus Eras Tu” Review| Conversas às quartas com Susana Sousa

Imagem da minha autoria

Aquele momento em que uma amiga nossa escreve um livro em que o titulo diz tudo o que nos vai na alma. Porque sim. Porque eu acredito que nós temos um pouco de Deus em nos. Porque temos a capacidade de tomar decisōes e fazer escolhas.

Fotografia da minha autoria

A Susana foi das minhas primeiras amizades no Facebook, ja la vão 9 anos e logo criei um carinho muito especial por ela pois é uma pessoa que transmite nos vibes, coisa rara hoje e dia. Ela chegou a trabalhar na empresa onde também trabalhei mas depois de eu ter saído de la, infelizmente ja nao me cruzei com ela.

Susana Ferreira Sousa

“Susana Ferreira Sousa, natura da cidade invicta, sempre foi uma apaixonada pelas letras e pela escrita em particular. Após um período de afastamento em que “vagueou” pelas ciências, regressou às origens dando continuidade ao que desde muito jovem fazia: escrever.” – retirado do livro E Deus Eras Tu

1- Para acompanhar esta conversa… é bom que tenhas café o meu é forte e sem açúcar.

2-Com… bolo húmido de chocolate…o chocolate é a minha grande perdição, de resto não ligo a doces.

3- Qual é a tua relação com o teu Deus? A minha relação com o meu Deus é tão, mas tão turbulenta. Amo-o e apetece-me esbofeteá-lo ao mesmo tempo.

Mas é o melhor do mundo para mim, transmite-me calma, serenidade, faz com que me ria com a leveza de uma criança… é isso mesmo. O meu Deus torna-me tão leve, estar com ele é estar sentada nas nuvens, deixa-me longe de tudo o que me incomoda.

4- O que te levou a publicar este livro?  Não sei.. talvez um libertar de emoções e sensações. Talvez agitar um pouco as mentes… não sei. Senti necessidade de o fazer. Só isso. Um impulso como tantos outros na minha vida.

5- Na tua opinião as relações humanas são complicadas ou as pessoas é que as complicam? As pessoas complicam imensamente, não quero dizer com isto que sejam sempre fáceis mas temos tendência a exacerbar tudo que possa suscitar dúvida ou discórdia e a capacidade de aproveitar o melhor fica muito reduzida.

6- Acreditas no Amor verdadeiro? Acredito piamente no amor mas não acredito que haja algures “a metade da laranja”, nem sou apologista desse conceito. Se não formos completos sozinhos nunca poderemos amar ninguém, podemos sim criar uma dependência em relação a alguém.

7- E no Amor à primeira vista? No amor á primeira vista claro que não acredito. Acredito no tesão á primeira vista e acredito no amor que se cimenta muito para lá da aparência. Eu, pessoalmente,amo a inteligência, o raciocínio,a sagacidade,o bom humor, amo que me desafiem o intelecto, que me contrariem, que tenham personalidade. Amo o carácter.
Depois de me apaixonar por cada uma dessas coisas…aí sim amo a pessoa para além do corpo.

Á primeira vista é um invólucro, não gosto de invólucros cheios de nada.

8- Como te imaginas daqui a 10 anos? Daqui a dez anos estarei sozinha com os meus livros e a minha música.

Não tenho expectativas de nada a não ser sossego, muito sossego.

9- Como surgiu a paixão pela escrita?  É uma paixão de sempre. No liceu escrevia letras para uma banda, escrevia poesia, tinha uma coluna no jornal da escola…escrevia nos meus diários, claroooo …a escrita sempre me acompanhou, sempre foi uma libertação.

10- Para quando um próximo livro? Não faço ideia, comecei a escrever e já ia adiantada quando perdi a pen…sendo eu como sou obviamente não tinha nenhum backup, depois não me apeteceu recomeçar.
São fases…sou como a lua.

Mas quando voltar a uma fase iluminada serás a primeira a saber.

Não há nada para agradecer, foi um gosto acomodar-me neste cantinho tão teu.
Beijinhos e muito sucesso para o Cantinho da Tily.
Desde ja te agradeço de coração, querida Susana por teres aceite o convite para esta conversa tão agradável 🙂 Da minha parte quero desejar-te todo o sucesso e felicidade que tu mereces, minha querida 🙂
E assim chegou ao fim esta rubrica, Conversas às Quartas,  que tanto prazer me deu fazer.
Espero que tenham gostado tanto quanto eu 🙂
E agora? Perguntam voces… Vamos a ver o que o novo ano nos reserva 😉

About Matilde Ferreira

“Mãe emigrada não tem plano B”

Alô! Chamo-me Cris Loureiro (www.crisloureiroblogs.com) e hoje sou eu quem faço as honras da casa aqui no Cantinho da nossa querida Tily.

foto da autoria da C.Loureiro

Tanto a Matilde quanto eu, somos mães a viver o auge da maternidade aos quarenta, longe do nosso país Natal e de toda a família. Acho que estes factos em comum acabaram por nos aproximar criando uma empatia mutua que tem feito crescer esta nossa recente mas forte amizade. É sobre esta distância, que na vida de uma mãe parece pesar ainda mais, que hoje vos irei escrever.

Em certo momento da minha vida eu achei que ela, a minha vida, começava a não fazer grande sentido, a não ter evolução, não ter um sonho pelo qual correr atrás, tudo parecia pequeno e insignificante. Foi assim que o desejo de ser mãe nasceu em mim e começou a fazer sentido, acabando por se tornar no meu sonho maior. Um sonho tão grande que me exigiu mudanças radicais, uma das mudanças foi trocar de país. Em 2009 Portugal não dava, a mim e ao meu companheiro, qualquer estabilidade nem condições para criar uma criança, quanto mais duas, porque quando eu sonho eu sonho grande. Quase a fazer os meus 35 anos, era agora ou nunca.

Inglaterra recebeu-nos com o essencial, um emprego que nos permitia viver bem, tornando o meu, agora nosso, sonho possível. Em 2011 nasceu a L. e em 2013 nasceu a C. Com a falta de família ou amigos por perto estes dois bebés, agora crianças, dependiam e dependem única e exclusivamente de mim e do pai delas, não há plano B. É assustador, é uma constante aventura e desafio mas é a nossa realidade e foi a única forma que encontrámos de realizar o nosso sonho maior, ser pais.

Se não tivesse mudado de país dificilmente teria uma L. e uma C. provávelmente nunca teria nem sido pensada. Inglaterra não me dá plano B mas o plano A permite que o pai trabalhe e ganhe o suficiente para que a mãe não precise de trabalhar (ou vice versa), pelo menos a tempo inteiro, oferecendo à mãe a disponibilidade necessária para dar apoio às suas crianças que afinal de contas são o futuro de um país. As minhas filhas não precisam que os avós as vão buscar à escola e fiquem com elas, muitas vezes até às 8 e 9 da noite, à espera dos seus pais. Não precisam que os pais façam malabarismo com os dias de férias que muitas vezes leva a que pais não possam tirar férias em simultâneo, etc. Aqui só temos plano A mas o plano A funciona bastante bem, não colocando a responsabilidade de criar crianças nas costas de pessoas já com idade para não terem horários rigorosos e sim viverem o seu merecido descanso.

foto da autoria da C.Loureiro

Porém tenho medo, muito medo, porque o plano A pode falhar, neste plano não há tempo nem hora certa para ficar doente, este plano não dá direito a erro ou omissão, este plano dá muito medo e cansaço, mas enquanto ele vai funcionando dá também um enorme prazer e realização, pessoal, profissional e familiar.

Há por aí muitas mães a viver noutro país ou cidade, longe de familiares e/ou amigos?

Por Cris Loureiro.

 

A Cris lançou o desafio para uma troca de posts  nos nossos blogs, no grupo Vidas quase Perfeitas, e eu fiquei logo inspirada e claro que aceitei de imediato. Passem pelo blog da Cris para verem a minha colaboração.

 

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Desafio Gratidão| Semana 1: Um Propósito

Tanto pedi um desafio para este ano e a Liliana Silva do The Silver Wing fez-me a vontade ja que eu tanto pensei mas a minha imaginação não me fez a vontade. Menos mal porque o desafio que a Liliana vem de encontro a tudo o que venho a pensar nestes últimos tempos e só me tem feito bem. Durante as 52 semanas do ano, às sextas-feiras um tema novo tendo como base a Gratidão 🙂

E o primeiro tema é:

Um Propósito

Fazer a minha familia feliz. 🙂 Fazer o meu marido e filhote felizes. Poder fazer tudo para que não lhes falte nada. Saber que eles estão bem, faz-me bem. Ja não me vejo sem estes dois. Agradeço todos os dias por os ter na minha vida. Sinto muito orgulho neles.

Ainda bem que nao desisti de nós. Ainda bem que esperei por ti meu amor. A nossa relação não é perfeita. É como todas as outras com os seus altos e baixos. Mas nos damos sempre a volta. Com muitos miminhos e muitas conversas. E como eu gosto de conversar contigo. Desde sempre. Se sou chatinha é porque me preocupo contigo, convosco. Quero ficar contigo ate ser bem velhinha, um ano de cada vez, não me imagino com mais ninguém. Só com o nosso companheiro de vida, o nosso Lu.

O que acharam deste desafio? 🙂 Vamos encher a blogosfera de Gratidão 😉

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