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World Book Day 2022

Ontem celebrou-se o Dia Mundial do Livro aqui no Reino Unido, como é tradição todos os anos na primeira quinta-feira do mês de Março. E porque livros nunca são demais, por aqui não podíamos deixar de celebrar esta data. 🙂 Ja por aqui falei o quanto gostamos de ler e não dispensamos as leituras nas nossas rotinas. 🙂

A escola do Louis festejou hoje a data, julgo que deve ter havido algum engano no calendário pois devem ter mantido a mesma do ano passado mas nao faz mal pois hoje ate é sexta-feira e até calha bem.

O Louis foi todo contente com o seu fato de dinossauro combinado com a gravata e cachecol do Harry Potter, tudo escolhas dele 🙂 Diz ele que era um Doctor Dinossaur 🙂 Fomos pesquisar e essa personagem existe mesmo e pertence aos Marretas 🙂 O que importa é que ele seja feliz 🙂

As fotografias falam por si 🙂

E claro, que eu não podia deixar de adquirir algumas pechinchas como tento fazer todos os anos. Encontrei livros a 50 centavos e a 1£ no WHSmith e no supermercado ASDA 🙂 O Louis quis oferecer um ao seu melhor amigo que adora dinossauros. Conseguem adivinhar qual é?

Este fim de semana, fomos a Windsor comer um gelado e ver os cisnes da Rainha, e aproveitamos para ir a uma das lojas preferidas do Louis, Daniel Windsor, e encontramos um livro ilustrado por Axel Scheffler, o conhecido ilustrador dos livros da Julia Donaldson, e o que nos chamou a atenção é que a personagem principal deste livro faz parte das nossas brincadeiras cá em casa ha bastante tempo, falamos do Tickle Monster ( O Monstro das Cócegas)… ele há coincidências mesmo engraçadas 😀

Deixo-vos com duas sugestões minhas, Voices of Chernobyl de Svetlana Alexievich e When Hitler Stole Pink Rabbit de Judith Kerr, na minha opinião muito actuais, por toda esta situação que se está a viver sobre a Guerra da Russia e Ucrânia, e que nos provam que a Historia existe para não se repetir… por este motivo é que livros como estes sao tao necessários para nos mantermos bem informados. 🙂

Não percam o Dia do Livro Português no proximo dia 26 de Março.

About Matilde Ferreira

Sobre…

Ler. Ler faz bem. Quanto mais lemos mais informados ficamos. Ler alimenta a alma. Ler acalma. Ler abre horizontes. A melhor altura do dia é a hora da historia. Desde sempre. Agora, ora leio eu, ora lê ele. E é tão bom criar estas memórias.

Quando vim para Londres fiquei contente por haver mais pessoas como eu a ler nos transportes públicos. Em Portugal, cheguei a sentir-me um alien chegando até a ser olhada de lado e gozada por andar sempre com um livro na mão. Sim, acreditem, havia um motorista que me gozava quando eu entrava na camioneta com um livro na mão. Qual é o problema? Eu não ligava pois a minha realidade era muito melhor 🙂 Era e continua a ser assim que me sinto bem.

Não importa a quantidade que se lê, o importante é que se o faça. Pôr o telemóvel de lado e relaxar, é tão bom, sabe muito bem. Quanto mais não seja para parar um pouco, já basta o stress diário dos dias que correm. Deixem-se levar pelas paginas de um livro, deixem-se levar pelas historias que nos transportam para outras realidades. Quanto mais lemos, menos hipóteses existem de a História se repetir porque ficamos mais atentos. Aprendemos tanto.

Outra das coisas pelas quais fiquei muito contente quando cheguei a Londres foi de ver que os preços dos livros são mesmo muito acessíveis. Tenho comprado muitos livros para o Louis a preços da chuva 🙂 Ainda na semana passada comprei 10 livros de historias por… 10£, ou seja ficaram a 1£ cada 🙂 Maravilha!

E quando ele ja não precisa deles, doamos a caridades para fazer outras crianças felizes.

Quanto mais lemos mais vontade temos de escrever e registar o que sentimos e pensamos. Ler ajuda tanto na imaginação e criatividade.

Fico triste quando vejo as pessoas dizerem que os livros são caros e não gostam de termas depois compram telemóveis topos de gama e de ultima geração… Prioridades!

Meus queridos, sabiam que existem sítios onde podem ler de forma gratuita, que se chama bibliotecas? Só precisam de pousar o telemóvel e deixarem de ser alienados, ou então podem ser aliens por entre as historias que os livros contam 🙂 Tão bom!

Os benefícios de ler são tantos que chegam a ser ilimitados 🙂 Para além de ser um bom exercício mental pois não deixa que a nossa mente estagne, dá-nos a possibilidade de criar através da escrita.

Ah e se não quiserem ler, podem sempre “ouvir” através de audibooks, eu sou fã e acho muito pratico porque nos dá a possibilidades de fazer varias coisas ao mesmo tempo, como por exemplo as tarefas domesticas, é perfeito para a vida de mãe pois ganhamos mais autonomia e ficamos mais polivalentes 🙂

Portanto, não há desculpas para não se querer ler, há é falta de vontade e de estimulo…

Tirem as vossas conclusões sobre estas duas imagens/ artigos.

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Os Livros da minha Infância e Adolescência

Aprendi a ler com os livros da Anita, andava sempre com eles debaixo do braço a fazer de conta que era a professora dos meus bonecos. Mais tarde li a coleção de Uma Aventura toda num só Verão. A coleção era da minha melhor amiga na altura. E eu devorava os livros com uma tremenda satisfação. Eu envolvia-me tanto nas historias que era como se eu também fizesse parte delas. 🙂 Haverá coisa melhor? E aprendi tanto com eles. Cheguei até a escrever para as autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. 🙂

Como disse com os livros da Anita aprendi a ler e com os livros de Uma Aventura viajei por todos os sítios onde se passavam as aventuras dos cinco amigos. 🙂

Enquanto isso aqui o Louis começou a ler com a ajuda dos livros da Julia Donaldson, a celebre escritora do nosso amigo Grufalo, e tenho a certeza que mais tarde, ele vai se deixar encantar pelos livros de Harry Potter, e eu ja disse que vou ler com ele 🙂

Quais foram os primeiros livros que se lembram de ler? Quais os vossos preferidos?

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Ferias em Leituras…

Hoje trago-vos os livros que quero ou, melhor, espero ler nestas ferias. Dois deles são sugestões da Andreia do blog As Gavetas da Minha casa Encantada por me ter recomendado dois destes livros. 🙂 Ela sabe quais são 🙂

When Hitler Stole Pink Rabbit – Judith Kerr

Parcialmente autobiográfico, este é o primeiro da trilogia internacionalmente aclamada de Judith Kerr contando a inesquecível história de uma família judia que fugiu da Alemanha no início da Segunda Guerra Mundial.

Suponha que seu país comece a mudar. Suponha que, sem você perceber, tornou-se perigoso para algumas pessoas viver mais na Alemanha. Suponha que você tenha descoberto, para sua completa surpresa, que seu próprio pai era uma dessas pessoas.

Foi o que aconteceu com Anna em 1933. Ela tinha nove anos quando tudo começou, ocupada demais com os trabalhos escolares e com os gansos para dar atenção aos cartazes políticos, mas deles brilhava o rosto de Adolf Hitler, o homem que logo mudaria toda a Europa – começando com sua pequena vida.

Anna de repente descobriu que as coisas estavam indo rápido demais para ela entender. Um dia, seu pai estava inexplicavelmente desaparecido. Então ela mesma e seu irmão Max foram levados às pressas por sua mãe, em um segredo alarmante, para longe de tudo que eles sabiam – casa e colegas de escola e brinquedos amados – direto da Alemanha …

I Know What You’ve Done – Dorothy Koomson

E se todos os segredos de seus vizinhos caíssem em um diário na sua porta?

E se a mulher que o deu a você foi assassinada por uma das pessoas do diário?

E se a polícia perguntasse se você sabia de alguma coisa?

Você entregaria o livro dos segredos?

Ou … você tentaria descobrir o que todos fizeram?

Voices of Chernobyl – Svetlana Aleksiévitch – Depois de ver a serie e o filme sobre o acidente de 1986, quero muito ler o livro sobre o mesmo.

Em 26 de abril de 1986, o pior acidente com reator nuclear da história ocorreu em Chernobyl e contaminou até três quartos da Europa. Voices from Chernobyl é o primeiro livro a apresentar relatos pessoais da tragédia. A jornalista Svetlana Alexievich entrevistou centenas de pessoas afetadas pelo desastre – de cidadãos inocentes a bombeiros e aqueles que foram chamados para limpar o desastre – e suas histórias revelam o medo, a raiva e a incerteza com que ainda vivem. Composto por entrevistas em forma de monólogo, Voices from Chernobyl é um trabalho crucialmente importante de imensa força, inesquecível em seu poder emocional e honestidade.

Five Chimneys (Os Fornos de Hitler) – Olga Lengyel

Olga Lengyel conta, com franqueza e sem compromissos, uma das histórias mais terríveis de todos os tempos. Esta crônica verdadeira e documentada é o registo íntimo e diário de uma bela mulher que sobreviveu ao pesadelo de Auschwitz e Birchenau.

Tendo perdido seu marido, seus pais e seus dois filhos pequenos para os exterminadores nazistas, Olga Lengyel tinha pouco para viver durante sua internação de sete meses em Auschwitz. Apenas o trabalho de Lengyel na resistência subterrânea dos prisioneiros e a necessidade de contar essa história a mantiveram lutando pela sobrevivência. Ela sobreviveu por sua inteligência e força incrível.

Apesar de sua horripilante proximidade com o assunto, Five Chimneys não recua para a autopiedade ou o sensacionalismo. Quando publicado pela primeira vez (dois anos após o fim da 2ª Guerra Mundial), Albert Einstein ficou tão comovido com a história dela que escreveu uma carta pessoal a Lengyel, agradecendo por seu “livro muito franco e muito bem escrito”.

Este livro é um lembrete necessário de um dos capítulos mais feios da história da civilização humana. Foi uma experiência chocante. É um livro chocante.

Será que vou conseguir ler todos ou pelo menos algum deles? 😀

Neste momento só tenho livros em inglês mas no Natal espero ja ter os livros em português da minha wishlist, são eles:

*O Limpa-Palavras e Outros Poemas de Alvaro Magalhães

*O Filho da MãeHugo Gonçalves

*O Livro da TilaMatilde Rosa Araújo

*No Passado e No Futuro Estamos Todos Mortos – Miguel Esteves Cardoso

*Rosa Minha Irmã Rosa – Alice Vieira

Dois deles são para matar saudades dos tempos da escola primaria, conseguem descobrir quais são? 🙂

Espero que Pai Natal seja generoso comigo 😉

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O Magico de Auschwitz e O Manuscrito de Birkenau

Vivemos numa era em que as pessoas não sabem interpretar o que os outros dizem. Polemicas à parte eu tinha de ler estes livros e tirar as minhas conclusões. E mais uma vez não me arrependi de o ter feito.

Li o primeiro no Kindle, ja não vivo sem ele e por incrível que pareça leio mais rápido nele… a culpa é da pdi. O segundo li no formato papel, presente de Natal dos meus manos. Sabem aquelas leituras que nao conseguimos parar? Já há muito tempo que não tinha essa sensação. Arrepiei-me, chorei, fiquei revoltada… Quase que me revi em Auschwitz-Birkenau. A família de Herbert Levin, o magico Nivelli era composta por 3 pessoas, o casal e o seu filho pequeno, tal como a minha… personagens verdadeiras destes livros. Jose Rodrigues dos Santos baseou-se no diário de Levin, escrito por ele mesmo durante a sua estadia no campo de concentração, para escrever estes dois livros. Levin viu a sua família morrer em Auschwitz, numa das câmaras de gás, tendo conseguido escapar do campo de concentração Birkenau algum tempo depois., tendo vindo a falecer no ano do meu nascimento, 1977.

Segundo o Sr. Levin, os judeus ja sabiam para o que iam quando eram enviados para Auschwitz, ao chegarem la tinham duas realidades, ou a morte nas câmaras de gás e de seguida os corpos eram levados, por outros judeus para os crematórios, ou eram encaminhados para os campos de trabalho onde viviam em condições desumanas… resignados à sua “sorte” à espera de também eles serem encaminhados para a morte certa. 🙁 Eu não quero imaginar tamanho sofrimento e isto só me faz ter nojo e repudio dos nazis. Como é que alguém pode maltratar assim outros seres humanos? Ninguém é mais ou menos do que ninguém. Na minha ideia estamos todos aos mesmo nível e devemos viver todos da mesma maneira. Na minha cabeça não ha espaço para raças superiores.

Pensei muito em Anne Frank. O que teria acontecido se ela nao tivesse escondido o seu diário e o tivesse levado consigo para Auschwitz? Os nazis ficavam com todos os pertencentes dos judeus aquando da sua chegada aos campos de concentração. Jamais teríamos conhecido a historia de Anne… foi o pai de Anne, o único sobrevivente da família que publicou o Diario da filha.

Precisamos de mais livros sobre o Holocausto, sobre Auschwitz. Para calar aqueles que dizem que estes acontecimentos nunca existiram… 🙁

Sabem o que mais me deixa frustrada? Saber que existem pessoas capazes de deturpar as situações e se compararem aos judeus do Holocaustos como os anti-confinamento e anti-vacinas. Como é possível serem tão imbecis para fazerem semelhante comparação? Que falta de noção e bom senso… 🙁

Deixo-vos com o filme animado sobre a Vida de Anne Frank.

Jamais deixem esquecer a Historia!

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