Uma pergunta…

…no passado sábado, dia 1 de Dezembro, lembrou-se o Dia Mundial contra a SIDA, e na rádio fizeram esta pergunta: eram capazes de abraçar uma pessoa com o vírus da SIDA ou um seropositivo? A minha reposta imediata foi: SIM! Como se eu tivesse voltado atras no tempo, aos anos de 1991, ano da morte de Freddie Mercury, e 1992, ano da estreia do filme Philadelphia… Custa-me a acreditar que nossos dias ainda existam pessoa incapazes de o fazer 🙁

Freddie Mercury faleceu a 24 de Novembro de 1991, um dia depois do aniversario da minha madrinha que era uma fã incondicional dele. 🙁 E uma semana depois, a 1 de Dezembro “lembra-se” o dia da luta contra a SIDA… ele ha coincidências.

Imagem da minha autoria

Deixo-vos com um pequeno extracto do livro The Life, Death and Legacy of Freddie Mercury – Somebody To Love onde podem ler pormenores dos últimos dias do cantor e também como o vírus apareceu no inicio do século passado… 🙁

Novembro de 1991. Londres, 10 de domingo. O clima na capital é tipicamente sombrio. (…) Incapaz de andar sem assistência e com a visão começando a falhar, ele é cuidadosamente levado pelos degraus da aeronave. (…) Pouco mais de uma hora depois, o carro o deixa em sua mansão Kensington, os portões eletrônicos de segurança o fecham para o mundo lá fora.
E o mundo para ele. (…)
(…) Ele passa seu tempo em seu quarto. (…)
(…) Mas os visitantes são menos agora. (…) O gotejamento à direita da cama – ali para permitir transfusões de sangue – trai a doença que agora habita esta casa. (…)
O homem que mora aqui seria irreconhecível agora para a maioria de nós, mas quase todos nós conhecemos sua identidade. (…) E ele é um prisioneiro dentro das paredes de sua casa. (…)
(…) Razão principal, sendo que ele tem AIDS. A esperança de uma cura, uma meia crença em tratamentos que poderiam prolongar a vida, foi para ele. Os médicos especialistas recuaram – eles não têm mais nada a oferecer. (…)
(…) Não há espaço reservado para a esperança, (…) Seu sistema imunológico está tão comprometido que torna o corpo efetivamente desamparado contra a ameaça de infecção. (…)
(…) As drogas que ele tomou nos últimos três anos, um coquetel experimental e, finalmente, letal, pouco fizeram para adiar o inevitável. (…)
(…) A esperança de um milagre não aconteceu. (…) Assim terminou a sua vida. E como sua morte começou.

 

Acerca do virus da SIDA…

 

Tudo tem um começo.
Nosso começo é no Congo Belga, no coração da África. O ano é 1908 e o país está tentando se reconstruir após o regime brutal do rei Leopoldo II. (…)
(…) O nosso caçador vive nas profundezas da selva congolesa como parte do pequeno grupo étnico Banthu (…) Os dentes do chimpanzé afundam na sua mão esquerda (…) Ele examina a mão ferida. (…)
(…) Desconhecido, o chimpanzé que ele caçou e matou está portando um vírus. (…) O vírus imediatamente começa a se replicar de forma agressiva. (…)
(…) Depois de três dias no rio, nosso caçador chega a Leopoldville. (…) As carcaças que ele transportou, incluindo o chimpazee que o mordeu, são cortadas para serem vendidas, cozidas ou fumadas. (…)
(…) Neste ou em visitas subseqüentes, o caçador passará o vírus para iniciar sua velocidade em toda a humanidade. A transmissão do vírus do chimpanzé para o caçador foi provavelmente a única vez em que essa única linhagem do HIV atravessou a fronteira da espécie, do chimpanzé ao humano, e depois se estabeleceu com sucesso para se tornar a pandemia que ainda enfrentamos hoje. (…)

 

Tinham conhecimento desta historia?

O que fariam nesta situação?

Nota: Ainda não vi o filme Bohemian Rhapsody pois estou a espera que saia na Apple TV para o ver com o mini Freddie ca de casa que ja é viciado nas musicas da banda e nos trailers do filme. Depois contar com o nosso review 😉

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Desafio Gratidão| Semana 45: O Livro

Imagem da minha autoria – Paginas do livro Somebody To Love – The Life, Death and Legacy of Freddie Mercury

Eu adoro ler 🙂 Desde sempre 🙂 Desde que me conheço como gente. Aprendi a ler com os livros da Anita. Eu andava sempre abraçada a livros. Não tenho um livro preferido. Tenho vários. O livro que mais me marcou foi “Os Filhos da Droga” de Christian F. Pela sua mensagem. Neste momento ando a ler Somebody to Love, a biografia do Freddy Mercury. E quero voltar a ler No One Here Gets Out Alive, a biografia de Jim Morrison. Gosto de ler vários livros ao mesmo tempo, para nao enjoar das historias. Gosto de imaginar vários cenários diferentes. Mas nem sempre fui assim. Em miúda lia livros de rajada. O nível de concentração era muito maior. Agora em adulta temos muito mais coisas em que pensar. E quanto mais velhos ficamos, mais o tempo escasseia para fazer tudo o que queremos… mas eu vou dando sempre um jeito de dar a volta, nem que seja lendo um capitulo por noite que me sinto mais desperta.

Livros é um tema muito frequente aqui no Cantinho, este entre outros posts, passando pela minha autora preferida, Dorothy Koomson. A minha estante ca em casa ja começa a ficar composta e eu sinto-me orgulhosa dela, pois tal como a Belle de  A Bela e o Monstro, eu sinto-me bem rodeada por livros. Sinto-me mesmo bem numa livraria ou numa biblioteca. E o nosso filhote também ja vai pelo mesmo caminho, pois ja tem uma estante bem recheada no quarto dele, e volta e meio vou apanha-lo a inventar historias na língua dele enquanto vira paginas dos seus livros.

Imagem retirada do Facebook

Este desafio foi criado pelo blog The Silver Wing

Qual ou quais é/são o/s vosso/s livro/s preferido/s de sempre? 🙂

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