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Desafio Alma Lusitana| Dia do Autor Português

A Andreia do blog As Gavetas da Minha Casa Encantada teve a ideia e eu fiquei cheia de vontade de responder, pois a causa é muito nobre a fim de comemorar o Dia do Autor Portugues.

Mas desde já peço desculpas por não conseguir ler a maior parte dos livros da minha lista. Não só por falta de tempo mas também estar fora de Portugal e ser-me mais difícil obter as obras que pretendo ler. Mas acredito que hei-de conseguir, ate porque agora tenho a ajuda de um kindle, oferta do maridão, e assim fica mais facil ler obras portuguesas. Mais tarde falarei sobre esta nova aquisição.

=CATEGORIAS=

PORTO – Um autor que nunca tenhas lido, mas que está na tua lista: Miguel Esteves Cardoso: quero muito ler esta coleção do autor. 🙂 Miguel Esteves Cardoso não tem papas na lingua e escreve com alma e talvez por isso me desperta tanto o interesse. Espero que nunca se canse de escrever e que a inspiração jamais lhe falhe ate ao ultimo suspiro, e que este seja daqui a muitos e muitos anos.

Imagens retiradas do site da Wook

AVEIRO – Um livro para morar: O Nosso Reino de Valter Hugo Mãe: Enquanto lia esta historia, dei por mim na minha infância em casa dos pais e avós. Voltei atrás no tempo. E foi bom e engraçado. As personagens lembraram-me as minhas avós e tias, que sempre que passavam pela cruz de Cristo benziam-se. 🙂

Podem ler o review deste livro aqui.

Imagem da minha autoria

COIMBRA – Um livro do teu autor preferido: A Formula de Deus de Jose Rodrigues dos Santos: gosto de livros que me façam pensar, e este esclareceu-me tanto mas tanto. Não me canso de o recomendar.

Imagem retirada do Google – o meu está em Portugal

ERICEIRA – Um livro que te transporta para uma zona do país que gostas: A Formula de Deus que nos transporta para a beleza de Coimbra

GUIMARÃES – Um livro que deveria ter uma adaptação cinematográfica: Indecisa entre O Nosso Reino de Valter Hugo Mãe e A Formula de Deus de Jose Rodrigues dos Santos. Porque me “tele-transportaram” para as suas historias, foi como se eu fizesse parte delas, por isso acho que dariam bons filmes.

SINTRA – Um livro de poesia: Sonetos de Luis Vaz de Camões. O maior poeta português. Sempre me inspirou para a poesia e continua a inspirar. Este poema continua a fazer muito sentido nos tempos que correm.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

BRAGANÇA – O primeiro autor que leste: Sophia de Mello Breyner Andersen: A Menina do Mar, A Fada Oriana, O Cavaleiro da Dinamarca são livros que me marcaram muito pois ensinaram-me a ler, a sonhar ainda mais e a dar asas à minha imaginação. Ja leram algum destes?

Imagem da minha autoria

GAIA – Um livro infanto-juvenil: Colecção Uma Aventura de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada: Li a coleção toda num Verão da minha adolescência, gostei tanto de viajar com as 5 personagens e os dois cães através do nosso belo país e aprendi tanto com eles.

Imagem retirada do Google

LISBOA – Um livro que mencione outras expressões artísticas: Afectivamente – GNR: esta banda traz-me tão boas recordações. Sempre que ouço deixo-me levar ate ao final da minha adolescência. Pronuncia do Norte transporta-me sempre até a cidade do Porto, percorro mentalmente a ponte Dom Luis até à Ribeira, perdendo-me com a bela paisagem da cidade. Sangue Oculto faz-me dançar e cantar como se nao houvesse amanha e Dunas leva-me ate à praia de Sophia de Mello Breyner Andersen e Eça de Queiroz, a Praia da Granja. Tenho mesmo de ler este livro sofre a Historia da primeira banda rock portuguesa.

Imagem retirada do Google

BRAGA – Um livro passado na tua estação do ano preferida: O Tecido do Outono de Alçada Baptista – mais um livro para adicionar às minhas leituras. Nunca li nada deste autor mas a sinopse chamou-me a atenção.

Imagem retirada do Google

Filipe casara ainda jovem com Matilde, mas nunca fora capaz de classificar a relação de ambos. Aos trinta anos encontra Bárbara, uma mulher que partilha com ele a procura incessante pela esfera do divino. Com ela vive uma forte paixão pautada, no entanto, pelo fatalismo. Só então, magoado, redescobre Matilde, também ela agora com algumas cicatrizes…

ÓBIDOS – O livro com a capa mais bonita: O meu 💙 só tem uma cor de Joana Marques – Mais um livro que me diz muito e por ter vivido todas emoções que a Joana fala no livro. Tenho muito orgulho em todas as vitorias e glorias que o meu/nosso F.C. do Porto me deu ao longo destes 30 anos. E nem de propósito, o nosso Louis hoje acordou a cantar o hino todo do nosso clube 🙂

Imagem da minha autoria

Categoria Extra criada por mim conforme pedido pela AndreiaSÃO MIGUEL – AÇORES – Uma personagem: Falei deste livro aqui Gostei tanto da personagem da Guidinha Caderninho, talvez por me ter identificado muito com ela quando eu era pequenina.

O review está aqui.

Desde ja peço mais uma vez desculpas se fui repetitiva nas escolhas, mas tanto a Formula de Deus como O Nosso Reino são livros que me dizem bastante, espero que compreendam assim como o numero de livros lidos ser muito inferior ao livro de livros que quero ler. Desculpa, querida, Andreia. ❤️

E vocês, quais sãos vossos autores portugueses preferidos? Têm muitos livros para ler? 🙂

About Matilde Ferreira

Storyteller Dice 2.0 d’As Gavetas| Pedidos de Aniversario

-Mummy, mummy , no meu aniversario queria uma bola e uma bicicleta!- exclamou o Louis, num ingles aportuguesado. 🙂

Uma bola e uma bicicleta. Duas coisas tao simples. Tao simples mas que têm o poder de libertar a imaginação de qualquer criança.

– Porquê uma bola e uma bicicleta, filho? – perguntei eu, ja pressentindo a resposta. 🙂

– To feel the wind (para sentir o ventinho) – disse ele ainda mais excitado.

-E a bola? 🙂

-Para atira-la ao ar e correr atras dela 🙂

É incrível como uma criança fica contente com tao pouco. 🙂 E acrescentou mais, a bicicleta era para ir passear ate ao parque onde estavam os seus amigos com quem ia brincar e jogar à bola. Não precisa de muito para ser feliz. E isso faz-me tao bem ao coração. 🙂

Imagem da minha autoria – Natal de 2019
Imagem da minha autoria – Verão de 2018

About Matilde Ferreira

Storyteller Dices d’As Gavetas| O Tempo

O Tempo não espera por ninguém… o Freddie é que tinha razão.E ele mais do que ninguém sabia bem o que isso era. No mes em que lembramos a sua morte, dou por mim a pensar como seria se ele tivesse sobrevivido à maldita doença… O que mais me conforta é que ele continua a ser uma fonte de inspiração. Pelo menos para mim e para o meu filhote que não se cansa de admirar os seus videos e as suas musicas.

É incrível como quanto mais fazemos e mais temos para fazer mas depressa o tempo passa. O tempo voa. Estou constantemente a dizer isto. Principalmente quando fazemos coisas que gostamos. O tempo voa quando passamos momentos bons com quem mais gostamos. Os anos passam cada vez mais rápido. Nem acredito que estamos quase no Natal. Mais um. Vamos fazer para que seja recheado de bons momentos.

Imagem da minha autoria

Deixo-vos com esta ladainha que tanto me diz:

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, e o tempo disse ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

Este desafio foi criado pelo blog As Gavetas da Minha Casa Encantada.

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Storyteller Dices D’As Gavetas| O Telefone

Tenho uma relação complicada com o telefone. Foi o meu principal material de trabalho da ultima década. Talvez por ter falado tantas horas ao telefone agora não goste de o fazer. Prefiro escrever, enviar mensagens. Pelo menos fica tudo registado. Enquanto que por voz, é tudo momentâneo. Agora que me lembro, ja nos empregos quando queria que algo ficasse provado, preferia enviar um email. Assim não existiam margens para duvidas.

Mas dou por mim a ter saudades de falar ao telefone com os clientes. E acreditem que eu adorava conversar com eles. É um sentimento contraditório, eu sei. Mas tenho muitas saudades daquelas conversas. O simples gesto de pegar no telefone e animar o dia de outras pessoas não tem preço. Sentir que animamos o dia de outras pessoas é mesmo muito bom. Mesmo que, no meu caso so estivéssemos a vender aço inox ou ligas especiais, ou a prestar informações sobre fiscalização de gêneros alimentícios. 🙂

O mais incrível é quem vivemos numa era em que é raro usar a principal função do telefone: fazer chamadas. As vezes faz bem fazermos uma chamada. A minha mãe adora que eu lhe ligue e eu adoro falar com ela. A distancia pesa. Mas estes telefonemas ajudam bastante.

As vezes, apesar de estarmos rodeados de pessoas virtualmente, o que nos precisamos mesmo é de alguém que nos ligue a perguntar se estamos bem 🙂

Um simples telefonema pode salvar uma vida, quando pensarem em alguém liguem-lhe, vocês não imaginam o quanto esse gesto pode ajudar essa pessoa 😉 Este pensamento veio de encontro à campanha Setembro Amarelo – mês da prevenção contra o suicídio.

Falar faz bem, alivia a alma! Por muito que não gostemos de falar ao telefone 😉 Eu aprendi a deitar ca para fora aos meus 20 anos depois da minha depressão e foi a melhor coisa que fiz 🙂 Nem que seja para o papel 😉 Escrever alivia tanto 🙂

Imagem da minha autoria

E vocês, gostam de falar ao telefone? 🙂

Aproveitem o dia de hoje para ligarem a quem vocês acham que precisa 😉

About Matilde Ferreira

O Pássaro| Storyteller Dices d’As Gavetas

Imagem da autoria do blog As Gavetas da Minha Casa Encantada

Vi o filme Fernão Capelo Gaivota na escola e adorei. De cada vez que via uma gaivota sonhava voar como ela. Ainda hoje fico maravilhada com gaivotas. Alias das coisas que mais gosto de fazer é passear no parque e ouvir os passarinhos cantar. Tambem gosto muito de acordar com os passarinhos a cantarem na minha janela. Tão bom. Uma das primeiras palavras que o nosso Lu aprendeu foi bird, e também sabe que é piu-piu 🙂

O meu avô tinha rolas. Das primeiras recordações de infância que eu tenho, é de passar os dias a imita-las: Cucurrrruuuu! Cucurrrruuuu! Isto lembrou-me de uma historia engraçada que a minha mãe costuma contar: uma vez na igreja de Aveiro, estava o padre a dizer o sermão, e de repente, começa-se a ouvir na igreja toda uma menina pequenina a imitar o som das rolas: Cucurrrruuuu! Cucurrrruuuu! A minha mae pegou em mim e levou-me para fora da igreja meio envergonhada, mas com uma vontade de rir imensa. O meu avô, mal continha o riso, e so dizia para me deixar cantar 😀

Imagem da minha autoria – Eu com as rolas do meu avô, quando tinha 5 anos 🙂

Gostaram desta historia? Que memórias têm da vossa infância? 🙂

Este desafio foi criado pela Andreia do blog As Gavetas da Minha Casa Encantada. Podem saber mais detalhes AQUI.

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