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The Father

Anthony Hopkins e Olivia Colman são uma dupla de talento e este filme é a prova disso.

Um homem recusa toda a ajuda de sua filha à medida que envelhece. Ele começa a duvidar dos entes queridos, de sua própria mente e de sua realidade ao tentar compreender as mudanças que estão acontecendo em sua vida.

Este filme deixou-me a pensar tanto na Vida. Ela é mesmo um ciclo. A minha mãe costumava dizer que quando envelhecemos voltamos a ser crianças, e é bem verdade.

O Tempo. Anthony, um senhor octogenário, vive a procurar por seu relógio no amplo apartamento onde mora, em Londres. O relógio (o tempo) que ele esquece, mas que está sempre lá. O diretor e roteirista francês Florian Zeller conduz com brilhantismo ‘The Father’, tocante e devastadora estória sobre a velhice e suas implacáveis implicações. Merecidamente indicado ao Oscar de Melhor Ator, um extraordinário Anthony Hopkins toma conta da cena, arrebatando o expectador. No papel de Anne, filha de Anthony, a ótima Olivia Colman engrandece a trama. Os dilacerantes momentos finais de ‘The Father’ já entraram para a história da sétima arte.

Este texto que retirei de um comentário sobre o filme define a mensagem do mesmo. Anthony passa o filme à procura do seu relógio como se numa busca incessante contra o Tempo. Como se ele andasse à procura do pouco tempo que lhe resta…

Ja viram este filme? 🙂

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MAID

Sabem aquele tipo de serie que não conseguem parar de ver? Foi assim esta semana. Primeiro estranhei, não sei porquê, mas depois entranhei. A historia de Alex, Margaret Qualley uma jovem mãe solteira, vitima de violência psicológica por parte do namorado.

Esta historia é baseada na historia real de Stephanie Land que escreveu dois livros sobre a sua vida. Quero muito lê-los.

O namorado Sean, tem problemas com álcool, causados pela sua mãe alcoólica. Mas Alex tem um apaixonado, Nate, que faz tudo por ela, para a ver feliz. mas ela não sente o mesmo por ele, o que é pena pois uma mulher precisa um homem como Nate ao seu lado.

O que me revoltou mais nesta historia foi a falta de apoio dos serviços dos EUA. A terra da liberdade é na verdade muito injusta quando as pessoas realmente precisam de coisas básicas, como uma casa para morar, por exemplo.

Uma das minhas personagens preferidas são a mãe de Alex, Paula, interpretada por Andie MacDowell, quem não se lembra de Quatro Casamentos e um Funeral? Paula é uma mulher bipolar que também sofreu de violência psicológica por parte do pai de Alex mas teve a coragem de fugir com ela, quando esta tinha 5 anos, e Alex que não quer passar pelo mesmo, também foge com a filha, Maddie, das mãos do namorado. Uma curiosidade, Margaret é filha de Andie na vida real. Também gostei muito de Regina, uma das clientes de Alex, apesar dela se ter portado de forma muito arrogante e prepotente com a rapariga mas depois quando precisou realmente desta, caiu em si e ajudou-a. A Vida encarrega-se sempre de dar a volta às situações.

No final, e desculpem-me os spoilers, Alex acaba por ficar com amor da vida dela 🙂

Alex e Maddie

Fiquei com a musica We are going on a Bear Hunt na cabeça desde que terminei a serie e pensei muitas vezes no que eu faria na situação da corajosa Alex… tenho mesmo de tirar a carta de condução, porque foi isso que a safou muitas vezes 🙂

E nem de propósito, hoje comemora-s o dia Mundial da Saude Mental, e esta serie mostra o quanto ainda tem de ser feito para preservarmos a nossa sanidade mental.

E a melhor ajuda para a nossa saude mental é um abraço ❤

Por isso abracem muito e sejam felizes 🙂

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Eid America| Hala

Para hoje trago-vos um dois em um, sobre um tema muito falado actualmente. nunca os muçulmanos foram tão perseguidos como desde o inicio do século, quer dizer pelo menos desde os tempos das cruzadas… E tudo por causa de um bando de radicais que se julgam superiores e melhores do que os outros, que nao têm noção do que o que estão a fazer afecta tambem os deles. 🙁

A Historia não devia se repetir de todo, mas mais uma vez um povo esta a ser excluido como ha mais de meio século os judeus foram. 🙁 As religiões são tramadas.

American Eid. Um filme que me fez chorar. Encontrei-o por acaso e gostei bastante.

Mais uma incrível historia curta da Disney que me deixou a pensar bastante e de lagrimas nos olhos, como disse acima.

Ameena, uma imigrante muçulmana paquistanesa, acorda no Eid e descobre que precisa ir à escola. Com saudades de casa e com o coração partido, ela sai em uma missão para tornar Eid um feriado da escola pública e, no processo, se reconecta com sua irmã mais velha e abraça sua nova casa, enquanto sua nova casa a abraça.

No segundo filme, trago-vos Hala que podem ver na Apple TV.

Não é por ser muçulmana que Hala não deixa de ser uma adolescente como todas as outras. Alias este filme só vem provar que independentemente das crenças e culturas todos temos vivencias e experiencias semelhantes ao longo da nossa vida.

Hala, é uma adolescente paquistanesa-americana no seu último ano do ensino médio, é cautelosa com suas palavras, mas avidamente curiosa com seus olhos e ouvidos. Flutuando em um limbo entre duas culturas, ela está gentilmente se afastando de sua fé muçulmana e testando sua paixão por Jesse, um colega loiro desgrenhado com uma alma sensível. Ela é um paradoxo fascinante, ao mesmo tempo subjugado e aventureiro: num momento, ela está docilmente suportando a reclamação afetuosa de sua mãe ansiosa, Eram; noutro, ela está correndo pelos subúrbios de Chicago no seu skate

Numa altura em que muito se fala sobre esta temática acho muito bem que os vários canais de streaming com o o Disney Plus e o Netflix disponibilizem filmes, series e documentários sobre a mesma.

Desde o 11 de Setembro que os muçulmanos têm sido cada vez mais perseguidos, não acho justo que por causa de uma minoria extremista paguem todos pelo mesmo. Vivo numa comunidade maioritariamente muçulmana e sinto-me segura. Conheço e dou-me bem com muçulmanos que são melhores que muitas pessoas brancas. Desculpem falar assim, mas não encontro outra forma.

E nós precisamos de mais programas informativos sobre estes assuntos para acabar com estigmas e preconceitos, não concordam?

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Por do Sol Por do Sol Por do Sol

A melhor serie portuguesa dos últimos tempos. Foi também a melhor companhia dos nossos fins de tarde nas nossas ricas ferias. 🙂 E ouvir o nosso filhote cantar Por do Sol, Por do Sol, Por do Sol na sua voz fofinha e meiguinha enche-nos o coração de orgulho e ternura. 🙂

Esta serie ja fazia falta ha muito empo. Fez lembrar os bons velhos tempos das rabulas do Herman Jose, como o Diário da Marilu ou o Crime na Pensão Estrelinha. Que saudades.

Fiquem com algumas pérolas 😀 Acho que tão cedo não vou conseguir esquecer o Toy a cantar a musica do genérico 😀

Por mais projectos como este na televisão publica portuguesa que nos agradecemos muito. 🙂

E trago-vos boas novas: A segunda temporada desta serie ja foi anunciada para o Verão de 2022 🙂

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Let’s Be Tigers

Os pais de Noah, daddy e papi, como ele lhes chama, vão sair à noite e Avalon veio para tomar conta dele . Enquanto a criança canta “Vamos ser tigres” para sua babá, descobrimos que ela está a sofrer com a perda de um membro da família. Mas quando Noah pede que ela invente uma história, ela começa a se curar por meio do que cria...

Este filme é perfeito para ver na companhia do Louis que adora imitar tigres 🙂

Ca em casa gostamos muito e agradecemos pela Disney criar estas “curtas” fabulosas que nos divertem e também nos deixam de lagrima no canto do olho, a pensar muito nestas historias incríveis. 🙂

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