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Pára tudo!

Mau! Mas esta gente existe? Então não é que umas meninas resolveram meter salsa na vagina para induzir o período? Parece que interpretaram mal este artigo da Marie Claire  artigo este que está bastante elucidativo, faltando apenas dizer que a canela também é um bom dilatador dos vasos sanguíneos do útero, falo por experiencia própria, pois quando o meu período se atrasa e acreditem que não estou gravida pois tenho dificuldade em ovular por causa dos cistos nos ovários, mas adicionar canela as minhas papas de aveia mais ou menos duas semanas antes do período vir funciona.

É o que eu digo, quanto mais informação existe… mais ignorantes as pessoas estão.

Imagem retirada do Google


Balha-me a santa que eu nao sei se ria ou se chore…

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As minhas leituras para 2019

Imagens retiradas da internet

Tomei conhecimento deste interessante desafio através do blog da Andreia Morais. E vi logo nele uma motivação para continuar a ler. 🙂 Dá pelo nome de Uma Dúzia de Livros e foi criado pela Rita da Nova. Caso queiram participar enviem um email para ritadantasnova@gmail.com ou enviem-lhe uma mensagem para o seu Instagram.

Para alem destas minhas escolhas também quero ler e terminar alguns do ano passado.

Imagem da minha autoria

Ando fascinada com a historia de Sa Carneiro e Snu Abecassis por isso acho que vai ser um excelente presente de aniversario para mim mesma agora em Março.

Eu sei que faltam 2 livros para os 12 mas quis deixar em aberto pois podem surgir novas leituras ao longo do ano 🙂

Aproveitem os Saldos e os portes grátis da Wook aumentarem as vossas leituras e participarem neste desafio.

Banner da Wook

Wook esperas? 😉

About Matilde Ferreira

Deixem-se de coisas…

Confesso que estou um pouco farta de ouvir falar destes conflitos nas tvs portuguesas. Não gosto de guerras muito menos de audiências. Deixei de seguir a Cristina Ferreira e a Rita Pereira porque não me identifico com este tipo de mulheres. Sou mulher mas acima de tudo sou real e natural sem quaisquer tipo de adições. Mas respeito quem as segue. Acho que ja cansa tanta imposição. Por um mundo com mais pessoas reais e menos influencers da treta.

Imagens retiradas da internet

Tenho saudades do Goucha na Praça da Alegria. Que senhor. E continua a se-lo. Gosto de o ver com a Maria Cerqueira Gomes. Esta sim uma Mulher com M grande. Sabe estar. Tem presença. Não precisa de levantar a voz para se fazer ouvir.

Quanto à Cristina acho que ela se está a esquecer de uma coisa: Reconhecimento e Gratidão. Se não fosse o Manuel Luis Goucha ela hoje não era ninguém. Devo relembrar que estes conflitos começaram por causa das polemicas que ela escreveu no livro. Lembro-me bem que estive com esse livro na mão ha 2 anos no Continente Bom Dia da Prelada a desfolha-lo e não me convenceu… e o meu feeling estava certo. Eu ja sofri de assedio sexual no trabalho e não infância e não tive este tipo de reação… tão descabido. Desculpem. Eu sei que não somos todas iguais mas eu não fui educada a ter o tipo de palavreado que a Sra Dona Cristina utilizou no livro para explicar a situação em que se viu envolvida. Menos… muito menos… acho que não havia necessidade para tanto. Eu não preciso que falem por mim. Eu sei defender-me muito bem, assim como me defendi ao longo destes anos de familiares, de patrões. Acreditem que passei muito. Mas hoje sinto orgulho de ter conseguido dar a volta por cima sem ter recorrido a psicólogos nem me ter feito de vitima. Nem senti a necessidade de ser o centro das atenções. Não precisei de usar situações menos boas para ganhar protagonismo.

imagem retirada da internet

Pela minha experiencia profissional, no meu entender, a Cristina foi convidada a sair da TVI, podem acreditar no que quiserem e quanto ao seu ordenado na SIC desenganem-se que seja mais do o do patrão… é tudo para inglês ver, e criar polemicas para dar audiências, vão por mim que não nasci ontem e ja vi de tudo 🙂

Atenção que não quero dizer com isto que estes casos não devam ser denunciados! Devem ser sim, nos lugares de direito e jamais devem ser usados para beneficio próprio como eu acho que foi o caso.

E Manuel Luis Goucha parece que me ouviu ao dizer isto ao minuto 1:09:

So mais uma coisinha tipo recado para Cristina Ferreira: em vez de escrever livros “para aprender inglês” mais uma vez para inglês ver, acho que agora deveria apostar num curso de jornalismo à seria 😉 Fica a dica!

E ate Herman Jose ja comentou quanto à falta de originalidade do novo programa de CF:


Este post não pretende ferir susceptibilidades e serve apenas para dar a minha opinião 😉 Amigos amigos…opiniões à parte, mas sempre com respeito 🙂

Nota-se muito que sou #teamgoucha #mariamanel 😛 😀

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3 Mulheres

Imagens retiradas da internet

3 grandes mulheres que muito contribuíram para a igualdade de gênero e para a Liberdade de expressão no nosso pais. Natalia Correia, Vera Lagoa (pseudônimo de Maria Armanda Falcão) e Snu Abecassis. Estou fascinada com as historias destas 3 mulheres que tanto deram ao nosso país. Era muito pequena quando soube da morte da Snu. 40 anos. Tão nova. Tenho apenas quase mais 2 anos do que ela. A historia dela e de Sá Carneiro foi tao bonita. A propósito quero muito ver o filme sobre os dois. Ela conseguiu divorciar-se mas infelizmente ele não. Mas nem assim o Amor deles esmoreceu. Snu podia aparentar ser uma mulher frágil mas o que mais admiro nela, é que por detrás dessa fragilidade aparente, ela demonstrava uma determinação muito forte.

De Natalia Correia recordo a presença forte, quando a via na tv em miúda, e lembro de ouvir o meu pai dizer que nao gostava dela… agora pensado bem era o irmão dele, o meu tio-padrinho, retornado de Angola.

Quanto a Vera Lagoa, só me recordo que o jornal Diabo era proibido, pôs 25 de Abril, nos anos 80, la em casa com muita pena minha pois quando ia ao quiosque da terra ficava sempre com curiosidade de o ler…

Maria João Bastos, Soraia Chaves e Victoria Guerra, nos papeis de Maria Augusta Falcão, Natalia Correia e Snu Abecassis, respectivamente, sao as actrizes que interpretam estas extraordinárias 3 Mulheres.

3 mulheres com as quais me identifico pois tambem gosto de dar a minha opiniao de forma liberal e democrática. Gosto de escrever sem lápis azul e sem censuras. E adoro ler. Não me imagino numa época em que não pudesse escolher as minhas leituras tal com a minha mãe que guardava religiosamente livros dito ‘proibidos’ debaixo do colchão. Que alivio que ela sentiu quando o 25 de Abril aconteceu. Quantas vezes a ouvi argumentar com o meu pai que não tinha saudades nenhumas do tempo do Salazar.

“3 Mulheres” é uma série de ficção que, a partir das biografias e da intervenção cultural e cívica da poetisa Natália Correia, da editora Snu Abecassis e da jornalista Vera Lagoa (pseudónimo de Maria Armanda Falcão), recorda os últimos anos do Estado Novo – 1961 e 1973 – do início da Guerra colonial à véspera da Revolução de Abril. A ação e os percursos cruzados de mulheres como Snu, Natália e Maria Armanda, são um exemplo de coragem e compromisso com os tempos futuros.

Natália Correia foi uma irreverente escritora que esteve envolvida em grandes polémicas. Exemplo disso foi o lançamento da obra “Antologia Erótica e Satírica”, que a levou a ser condenada pela justiça. Maria Armanda Falcão foi a primeira locutora da RTP, jornalista, cronista e, mais tarde, enveredou pelo ramo empresário. Snu Abecassis era considerada uma princesa nórdica pela sua beleza e sempre defendeu que as pessoas deveriam ter a oportunidade de aprendizagem.

Podem ver esta serie na RTP1.

Ja conheciam?

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Gente assim…

https://tvi.iol.pt/vocenatv/rever/03-01-2019/voce-na-tv-3-de-janeiro-de-2019/5c2e0d690cf2a84eaefb70d2

A ver a partir da 1.02.23

…assusta-me e mete-me nojo.

“Discurso nacionalista é muito marcado pelo ódio…” e violência. Como é que uma pessoa que não viveu no tempo do Salazar pede para existir outro Salazar? Será que esta pessoa não estudou a mesma Historia que eu? Como é que possível? Para alem de eu ter estado atenta nas aulas de Historia, tive uma mãe que odiou viver na época salazarista. A minha parte preferida da Historia do nosso país é, sem duvida, o 25 de Abril. Por tudo de bom que nos trouxe, pela lufada de ar fresco. Por podermos falar sem medos. Escrever sem medos. Dar a nossa opinião, sem medos. Que o povo não tenha sabido escolher bem os seus lideres, isso ja é outra historia. O povo foi iludido. Estava deslumbrado com uma coisa chamada Liberdade que ha muito não tinha. Compreensível. Aí culpa não foi do povo mas sim dos políticos corruptos que se aproveitaram dessa fragilidade das pessoas.

Uma das coisas que mais me chocou ditas por Manuel Machado foi este se mostrar indignado por ter sido condenado a 2 anos e meio de prisão por ter escrito um texto na internet… Uau! Será que este senhor sabe que no tempo do Salazar, muitas pessoas pessoas foram condenadas, presas e torturadas por escreverem textos e livros só por darem a sua opinião?

A conclusão que eu tiro disto, mais uma vez, é que infelizmente a ignorância tem mais voz que a Educação. 🙁

recriação da imagem da minha autoria


Comecemos pelo princípio: Alcindo Monteiro foi assassinado em Lisboa em 1995, morto ao pontapé por um grupo de nazis reunidos naquela noite de 10 de junho (o “Dia da Raça”, como Cavaco ainda há poucos anos dizia) que saíram pelas ruas para caçar pretos e os matar. Entre eles, encontrava-se um criminoso chamado Mário Machado, membro da Hammerskins, que cumpriu pena de prisão por discriminação racial, sequestro, coação agravada, posse ilegal de arma, ofensa à integridade física qualificada e tentativa de extorsão e que, como prova do seu amor ao nazismo, tem tatuada no corpo uma cruz suástica. Mário Machado esteve preso vários anos pelos seus crimes. Nunca se arrependeu. Mais: continua a defender exatamente as mesmas ideias, cuja concretização é, entre outras coisas, espancamentos como o que vitimou Alcindo Monteiro (e defender o mesmo remédio para gays, ciganos e comunistas). Os assassinos de Alcindo Monteiro, note-se, foram identificados pelos cabelos que tinham nas botas.

Manuel Luís Goucha, que conduz um programa na TVI, apresentou Mário Machado como um entrevistado conhecido por ser “autor de algumas afirmações polémicas”. Fraquinho. Devia ter apresentado o seu convidado como “o espancador de pretos que defende o nazismo”. Era mais rigoroso e, assim como assim, talvez lhe desse mais uns espectadores. Mas Goucha está no bom caminho: ter um nazi que bate em pretos no programa da manhã até é divertido, porque nós vivemos numa democracia e toda a gente tem direito a ter opinião. Só é pena que o Alcindo Monteiro não possa ter dado a sua opinião no mesmo programa. É chato, mas não dava para “fazer o contraponto”: é que o Alcindo foi assassinado ao pontapé, porque era preto. Mas pronto, isso agora pouco interessa e, assim como assim, o que é facto é que o Alcindo já cá não está, não se fala mais nisso, venha o nazi e faz um sucesso. Foi pena que Goucha não lhe tenha perguntado em direto o que sente quando espanca pretos e, já agora, que não tenha perguntado a Machado se acha que os paneleiros devem ser assassinados ao pontapé, assassinados à estalada ou se teriam apenas de ser submetidos a tratamentos forçados para expulsarem de si a enfermidade e o vício de que padecem. Além de, claro, estarem calados e quietos no seu armário. Que pena, querida direção da TVI, ter-se perdido uma oportunidade destas.

No mesmo programa, um suposto jornalista que se interessa muito pelo Machado – mas que é tão jornalista que pelos vistos nem sequer está registado na Comissão da Carteira Profissional – foi dizendo que “algumas partes do Salazar faziam falta” e um repórter andou pela rua a fazer um inquérito aos transeuntes em que se perguntava se estes achavam “que precisamos de um novo Salazar”. Coisa normal. A pergunta aliás podia ter sido específica e detalhada: “defende a reabertura do campo de concentração do Tarrafal, criado pelo Salazar?” ou “acha que precisamos de uma nova lei que proíba os sindicatos livres, designadamente o sindicato dos jornalistas?”. Ou, por exemplo, sei lá, para uma pergunta mais aberta com várias respostas possíveis: “acha que as pessoas que defendem ideologias democráticas e um sistema de múltiplos partidos deveriam ser submetidas à tortura do sono, à tortura da água ou ao isolamento em celas sem janelas?”. É importante conhecer o que pensam os portugueses e, vivendo nós em democracia, devemos respeitar todas as opiniões.

Aos que não compreendem nada disto, antes de apontarem o dedo, pensem bem. Portugal vive um tempo de exceção que exige medidas drásticas: estamos em plena guerra de audiências nos programas da manhã, a Cristina Ferreira foi para o outro canal e não há tempo a perder. Para batalhas desta envergadura, a TVI sabe que todos devem ser mobilizados e todas as armas devem ser empenhadas. Ó gente da minha terra, que se lixe a democracia, o antirracismo, as eleições livres e essas coisas todas do politicamente correto (que já não há pachorra!) como os direitos humanos, o código deontológico ou a ética profissional dos jornalistas, a Constituição mais os palhaços que a defendem. O mundo é para os espertos. Venham os que arrebentam com os pretos, os que espancam os gays e os que querem as mulheres a levar na tromba e a estarem caladinhas, que é assim que se defende a liberdade de expressão, a inovação televisiva e o aprofundamento de uma sociedade aberta.

Finalmente alguém torna a cruz suástica uma coisa banal. Obrigado, Goucha. Obrigado, TVI. Impecável.


E a melhor resposta para este tipo de gente está aqui:

Apesar de tudo Manuel Luis Goucha e Maria Cerqueira Gomes estiveram muito na condução da entrevista.

E vocês, o que acham sobre este assunto?

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