Desafio Gratidão| Semana 16: A Natureza

Eu adoro a Natureza. Tudo nela me inspira. Seja a chuva, a neve, o sol, as arvores no Inverno, no Outono, na Primavera, no Verão 🙂 Sabem um sitio onde me sinto bem desde miúda? À beira-mar 🙂 Era o meu refugio, o sitio onde eu ia buscar inspiração e forças. Adoro o sol de Inverno a aquecer-me o rosto.

Perco-me com documentários sobre a Natureza. Adoro pinguins e golfinhos. E gatos. Perco-me com gatos. Sao incrivelmente inspiradores e zens. Transmitem-nos paz. Tenho saudades de ter um pet. Mas tenho de ter paciência pois nem sempre é como  nos queremos.

Esta é a maria, a nossa ultima pet 🙂 está em Portugal aos cuidados dos meus manos e da minha mãe. Nos primeiros tempos ca sozinha, depois do Rui ir para o emprego,  acordava a chamar por ela 🙂

Agradeço pela chuva, pois sei que depois dela vem o arco-iris e o sol 🙂 Depois da tempestade vem sempre a bonança e isso aplica-se tanto na vida 🙂  Adoro observar a Natureza, em todas as suas fases e desde que fiquei doente, estou muito mais atenta. O ciclo da Natureza é tão parecido com o nosso. 🙂

Adoro fotografar a Natureza, me canso de a captar seja, em que estação do ano for 🙂 Ela é  linda esteja frio ou calor 🙂 E o melhor é mesmo vermos o nosso rebento em harmonia com a Natureza 😀

 

Podem  acompanhar este desafio da Gratidão criado pela Liliana Silva do blog Silver Wing aqui .

E voces, o que mais gostam na Natureza? 🙂

About Matilde Ferreira

20 meses de ti…

… e ja viste neve mais cedo do que os teus papas 🙂 Incrível, meu amor, foi preciso tu nasceres para a tua mami concretizar o sonho de ver neve, e de a sentir pela primeira vez na vida. Ha coisas fantásticas e a Natureza é pro a faze-las 🙂

Foi mesmo giro ver o Lu tocar na neve e parece que estava a pensar: o quê ito? 😀

E porque uma imagem vale mais que mil palavras…

Nunca o poema que eu aprendi na Primaria fez tanto sentido…

Balada da Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

Augusto Gil

E voces ja viram e brincaram com a neve? Que recordações têm? 🙂

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