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Quando as palavras têm poder…

Sempre fiz por ser uma boa menina. Não me recusava a fazer recados para ajudar em casa. Mas numa tarde em que precisava de estudar para os exames do final dos 12o ano eu disse que não podia ir à farmácia buscar os medicamentos da minha madrinha, que me respondeu em tom de ameaça ” quando o teu padrinho chegar, vais ver!”. Os meus pais ficaram do meu lado, pois o meu padrinho, que ja vos falei dele aqui, nao era meu pai e chegava sempre bêbado de Espinho. Ele era reformado e tinha mais que tempo disponível para ser ele a ir buscar os medicamentos para a mulher.

Escusado será dizer que quando ele chegou houve discussão, chegando a querer bater-me. Discussão essa que poderia ter sido evitada, se tivesse sido ele a ir à farmácia, para a mulher que tinha leucemia, como eu ja tinha ido vezes sem conta…

Depois disso, a minha madrinha disse à minha mãe que eu ainda havia de sofrer muito na vida. Palavras para quê, so tenho de agradecer à minha querida madrinha por mais de 20 anos de sofrimento, afinal foram graças às palavras dela. Pois, sofri muito, não havia necessidade, acredite que sofri mesmo muito mas tambem aprendi muito. .

Escusado será dizer que o exame me correu muito mal, e acabei por reprovar, só conseguindo passa-lo à terceira vez… 🙁

Ja vos aconteceu algo do gênero?

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A propósito…BEDA 7#

Quem nunca? Acreditem que em miúda eu adorava fazer recados, sentir a responsabilidade de levar uma nota de 20 ou 50 escudos e nao a perder, coisa que aconteceu somente uma vez e eu tremi como varas verdes. Mas a medida que vamos crescendo fazer recados deixa de ser uma coisa importante e passa a ser uma obrigação.

Um certo dia tinha eu ja 18 anos e estava a preparar-me pra os exames nacionais do 12o ano, coisa importante, julgo eu, e a minha madrinha cismou que precisava de um medicamento e insistiu para eu ir a farmácia. pela primeira disse-lhe que nao podia ir pois tinha de me preparar para os exames. Ui, foi como se eu tivesse anunciado a 3a Grande Guerra, caiu o carmo e a trindade e quando o meu padrinho chegou a casa com os copos instalou-se a discussão. Porque eu era uma menina mal-mandada, porque eu isto, porque eu aquilo. o que e certo e que deixaram de me falar ate ao fim dos seus dias.  A sorte e que os meus pais me entenderam e ficaram do meu lado. Felizmente. Ao menos isso. Depois disso o meu padrinho ainda fez umas quantas maldades a minha familia apos a morte da minha madrinha vitima de leucemia. Mas sobre isso falar-vos-ei noutro post.

E voces eram meninos de recados ou nem por isso? 😛

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