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Musicas que me lembram do meu Porto…

…e marcaram a minha adolescencia 🙂

Enquanto ouço estas musicas, imagino-me e recordo-me a passear pelas ruas da nossa cidade. E que saudades que eu sinto… Mas tenho as memórias que me aconchegam o coração 🙂

Estas são as musicas que representam, para mim, a cidade que me viu nascer 🙂

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende ate ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
Dirigida sobre um monte
No meio da neblina.
Por ruelas e calçadas
Da Ribeira até à Foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós.
E esse teu ar grave e sério
Dum rosto e cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria
Ver-te assim abandonada
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa
Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte
É a pronúncia do norte
Os tontos chamam-lhe torpe
Hemisfério fraco, outro forte
Meio-dia não sejas triste
A bússula não sei se existe
E o plano talvez aborte
Nem guerra em bairro ou corte
É a pronúncia do norte
É um prenúncio de morte
Corre um rio para o mar
Não tenho barqueiro nem hei de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da geada as pérolas, as fontes secaram
Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte
E as teias que vidram nas janelas
Esperam um barco parecido com elas
Não tenho barqueiro nem hei de remar
Procuro caminhos novos para andar
E é a pronúncia do norte
Corre um rio para o mar
E as teias que vibram nas janelas
Esperam um barco parecido com elas
Não tenho barqueiro nem hei de remar
Procuro caminhos novos para andar
É a pronúncia do norte
Corre um rio para o mar
Há luz na artéria principal
Ardem as chamas de dois sóis
Há luta na arena artificial
Corre o sangue, mato-me primeiro e a ti depois
Al huir de una investida
Es como saltar una hoguera
La barrera de fuego una frontera
Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar
Oculto o sangue que tenho para dar
Flores como la sangre
Correrán entre mis venas
Arden como el deseo
Tu prision y mis cadenas
Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar
Oculto o sangue que tenho para dar
Al huir de una investida
Es como saltar una hoguera
La barrera de fuego una frontera
Ao fugir de uma investida
Como saltar a fogueira
A barragem de fogo, uma fronteira
Al dejar la propria vida
Sin volver la pista atrás
Guardaré la sangre que tengo para dar
Al huir de una investida
Es como saltar una hoguera
La barrera de fuego una frontera
Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar
Oculto o sangue que tenho para dar
Ao fugir de uma investida
Es como saltar una hoguera
Uma barragem de fogo, uma fronteira
Al dejar la propria vida
Sin volver la pista atrás
Oculto o sangue que tenho para dar
Al huir de una investida
Es como saltar una hoguera
La barrera de fuego una frontera
Ao fugir da própria vida
Sem correr e sem saltar
Oculto o sangue que tenho para dar

About Matilde Ferreira

A song to… my city

Sempre que ouço esta musica imagino-me a passear pela cidade do Porto, e o mesmo acontece quando passeio pelas ruas da minha cidade 🙂

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
És cascata, são-joanina
Erigida sobre o monte
No meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
Da Ribeira até à Foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria

[refrão]
Ver-te assim abandonada
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa

Bom domingo 🙂

About Matilde Ferreira