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Lembram-se deste caso? Pois é, estas pessoas queriam projeção através do novo filme de Ana Rocha de Sousa, interpretado por Lúcia Moniz, vencedor de 6 Prêmios no Festival de Veneza. Às tantas também queriam os lucros do filme com um pouco de sorte…

Podem ver nos comentários do video o que me disseram… 🙁 Estas pessoas julgam que conseguem enganar toda a gente mas quem souber realmente dos pormenores do caso deles não se deixa enganar.

E como disse a realizadora do filme Ana Rocha de Sousa, este filme foi baseado em muita pesquisa e não retrata um só caso mas sim muitos, sejam portugueses ou britânicos. Acreditem que o assunto Forced Adoption ja está a ser investigado cá no UK, basta procurem por documentários e reportagens como este:

O assunto adopção forçada aqui no Uk é um tema que dá pano para mangas. Há 4 anos quando o Louis nasceu, e pouco antes quando eu estava grávida dele fizemos por fazer as coisas direitinhas para não levantarmos problemas porque à mínima coisa os serviços sociais entram logo em ação, tal como em Portugal (irmão da minha mãe ficou sem os filhos durante meia dúzia de anos porque a ex-mulher não tinha condições psicológicas para tomar conta dos 3 filhos e isto já foi há mais de 20 anos) Nós seguimos o caso  que vos falei atentamente e acreditem que nos deixou em sobressalto. Pesquisamos e soubemos de uma senhora, Emma Dalmayne, que tem um filho autista que foi enganada pelo pai do bebê que lhe tentou vender o tal composto de lixívia, o MMS

As autoridades daqui começaram a agir com mais rigor por causa de um pai ter morto a filha pequenina há muitos anos atrás. A partir daí, uma criança que aparecesse na escola com marcas de agressão era logo motivo para ficar sinalizada. E muitas das vezes os profissionais de saúde levam o assunto muito friamente… 

Mas o caso que falei ha 4 anos aconteceu porque o pai estava referenciado e sinalizado por andar a vender o tal composto de lixivia… Podem ver tudo aqui esta reportagem da BBC.

Sabem porquê é que nem o Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa, nem os media deram credito aos pais do bebé Salvador? Por causa do discurso desconcertante deles e por causa da historia do MMS.

Quem não deve não teme. Eu no lugar deles tinha aberto as portas às profissionais de saude e fazia tudo para ficar com o meu filho.

Quanto ao filme, aguardo com ansiedade o momento de poder vê-lo pois acredito que tem tudo para ser um bom filme ou não fosse interpretado pela maravilhosa Lucia Moniz.

Para finalizar quero apenas falar de um pequeno pormenor me relação a ter a casa limpa (pormenor falado pela mãe do bebe Santiago): essa não e uma das razoes pelas quais os filhos são retirados, uma das coisas que a minha Health Visitor me estava sempre a dizer era para eu não me importar com o pó nem com a casa arrumada pois primeiro estava o meu bebé, casa desarrumada era sinal de vida, segundo ela. Mas como essa senhora não abriu as portas a profissionais como esta, não sabe sobre isto.

Demorei muito tempo para ter o meu filho, perdi um às 5 semanas da gravidez por isso não desejo a ninguém aquilo que a senhora me desejou… 🙁 posso não saber o que é perder um filho como ela perdeu mas sei bem o quanto custa viver à espera de um. Por esse motivo vou continuar a fazer tudo para não o perder.

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Como é possível?

Eu ainda estou em choque com esta ultima reportagem da Stacey Dooley… Fixem este nome pois as reportagens dela são de fazer arrepiar as pedras da calçada.

Hoje trago-vos dois documentários desta repórter que falam sobre a forma como mulheres e crianças são tratadas me pleno século XXI e que me deixaram enojada, triste e revoltada 🙁

O primeiro fala sobre as condições desumanas como as crianças ciganas romenas são tratadas na Hungria onde os direitos humanos não são reconhecidos.

Podem ver aqui o documentario 

 

 

A Hungria tem mais crianças ciganas ciganas em cuidados institucionais do que qualquer outro país da UE e está a enfrentar uma crise potencial. Stacey Dooley encontra alguns dos pais, filhos e assistentes sociais na linha de frente do sistema de proteção à criança da Hungria, enquanto investiga acusações de famílias racistas de racismo institucional generalizado no sistema de cuidados húngaro.

Num cenário de crescente apoio a políticos nacionalistas e de extrema direita entre os húngaros, Stacey questiona se há uma necessidade real de proteger as crianças ciganas ou se o preconceito está impulsionando a tendência crescente de tirar as crianças ciganas de suas famílias.

Visitando algumas das comunidades mais pobres da Hungria, Stacey conhece as famílias ciganas que são ameaçadas de remoção de filhos e as que perderam seus filhos recentemente, além de passar tempo com os assistentes sociais encarregados de tomar a decisão de remover as crianças consideradas em risco.

Stacey encontra-se com funcionários e adolescentes residentes nas casas das crianças da Hungria, onde muitas vezes mais de 70% dos moradores são ciganos ciganos. Stacey descobre que muitas dessas casas estão longe de ser um refúgio das famílias caóticas das quais as crianças foram tiradas, mas diz-se que muitas delas estão repletas de uso de drogas, prostituição, violência física e sexual, e os trabalhadores se sentem impotentes para intervir. Fora das casas, ela confronta os proxenetas que estão explorando as crianças mais vulneráveis ​​da Hungria, apenas para descobrir que muitos deles são ciganos.

Apanhados entre a hostilidade anti-cigana em suas comunidades, as demandas dos serviços de proteção à criança, e crescendo em famílias em dificuldades que muitas vezes têm problemas sociais, Stacey explora se há alguma esperança para os ciganos ciganos da Hungria em tratamento.

E o segundo vai de encontro ao primeiro mas desta vez fala sobre os maus tratos a que as mulheres russas são submetidas e  não podem fazer nada porque nem a lei esta do lado delas, acreditam?

Podem ver aqui o documentario

 

Chego a conclusão que nestas zonas ser mulher ou criança não vale nada…

Ja conheciam esta jornalista? Podem segui-la no twitter e no instagram

 

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