Vida em suspenso…

Este post da Vera que me deixou muito feliz por ela, relembrou-me o meu percurso com os inúmeros testes de gravidez e de ovulação que eu fiz nos últimos anos… Foram muitos negativos que me causaram muita ansiedade, frustração e impotência… 🙁 Quase que desisti… mas foram esses negativos que me deram sempre forças para continuar e seguir em frente. 2010 foi o ponto de partida. Depois do primeiro positivo que me encheu de alegria e esperança quem me fizeram contar a toda a gente que estava gravida, para às 5 semanas o saquinho ja la não estar… tinha desaparecido como num passe de magica 🙁 A partir desse momento o meu corpo demorou muito a voltar ao normal. Foi preciso vir para o Reino Unido para eu parar e começar a ouvir melhor o meu corpo. Longe de tudo e de todos. 2013 e 2014 foram anos de adaptação a todos os níveis. O Rui ia trabalhar e eu ia à farmácia fazer testes de gravidez de urina. Ou então, registava os testes de ovulação num caderninho. Não vivia obcecada com o assunto, mas tive os meus momentos de ansiedade e pelo meio procurava entreter-me entre diys, livros e exercício fisico na wii e caminhadas. 2015 começou mal com a morte do meu pai mas foi também um ano de preparação que terminou em grande com o anuncio da gravidez do Louis.

Imagem retirada da Internet

Imaginem a minha reação quando fiz o teste que confirmava a existência do Louis? 🙂 Deu vontade de gritar para o mundo: Consegui! Mas contive-me. Contive-me muito. Não podíamos cair no mesmo erro. Tínhamos de aguentar ate aos 3 meses de gestação. O que ninguém sabe, ninguém estraga.

Agora com 43 anos só quero criar o Louis e vivermos os 3 em paz e segurança, sempre grata ao NHS por me ter ajudado a realizar o sonho de ser mãe e de ter conseguido dar um herdeiro ao meu querido Rui 🙂

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6 thoughts on “Vida em suspenso…

  1. Vera Benavente

    Percebo quem não quer dizer antes das 12 semanas, a probabilidade de perda gestacional é maior, mas nunca se torna 0 e isso, para mim, é o mais dificil nisto da maternidade, a probabilidade de algo correr mal até ao fim, no nascimento, depois…
    Não disse ao mundo, disse a um grupo restrito de pessoas que em caso de perda queria ter “perto” de mim e que me ajudassem num momento complicado…
    Ainda bem que o Louis chegou e que no final, conseguiram!

    1. Matilde Post author

      Pois, entendo… mas os negativos sao tao frustrantes e desanimadores… que quando vi o positivo do Louis tive fazer muitos para confirmar que era mesmo verdade. Depois dos 3 meses, tive um susto às 28 semanas que dizem ser normal. Exatamente por isso so contei aquelas pessoas em que realmente confiava e tudo correu bem <3

      1. Vera Benavente

        Não queria de todo que achasses que era uma crítica. Temos de fazer o que achamos correcto! A verdade é que, que eu saiba, nunca tive uma perda gestacional (bem tive, a gravidez da Bia era gemelar mas o embrião não se desenvolveu, mas tinha lá a Bia). Apanhei susto com a Bia, como bem sabes e acho que poder partilhar me ajudou a manter alguma calma no meio da incerteza.
        Não há certos nem errados nisto da maternidade! Há pessoas a fazer o seu melhor e a tentar o seu melhor e isso nunca é errado 🙂

        1. Matilde Post author

          Nao achei, acredita 🙂 O teu post serviu de inspiração para eu escrever este como uma forma de esperança 😉
          É mesmo isso o que eu faço, tento sempre seguir o meu instinto e os ensinamentos da minha mae e ate agora acho que me tenho dado bem com isso 🙂

  2. Andreia Morais

    Não sou capaz de sentir na pele toda a angustia do processo, mas imagino que não seja nada fácil, ainda para mais, quando é algo que se quer tanto.
    Ainda bem que correu tudo pelo melhor e, agora, têm uma família ainda mais completa *-*

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